Tarcísio jantou com empresário do funk investigado por ligação com o PCC

Atualizado em 16 de abril de 2026 às 17:01
O empresário Rodrigo Oliveira ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está no centro de uma controvérsia após um jantar com o empresário Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da GR6 Explode. O encontro ocorreu em 12 de agosto do ano passado, na casa do cantor Latino. Com informações da Folha. de S. Paulo.

À época, o empresário publicou fotos nas redes sociais, fazendo declarações elogiosas ao governador, como: “Nosso país estaria muito melhor se tivéssemos mais pessoas como você. Que cara f…!”

Rodrigo Oliveira foi preso em 15 de abril de 2026, durante a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, que desmantelou uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. A operação focou em uma associação criminosa que movimentava valores através de criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Ele, junto a outros empresários do funk, foram acusados de agenciar artistas para ocultar valores ilícitos provenientes do tráfico, o que a defesa do empresário refutou, alegando que os repasses realizados eram de natureza legítima.

O jantar, que contou com empresários e aliados de Tarcísio, o que gerou especulações sobre uma possível candidatura presidencial do governador. Na época, ele negava qualquer intento político a nível nacional, mas seus aliados viam os encontros como uma tentativa de viabilizar sua candidatura.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação

A data do evento coincide com um período em que o governador estava cotado como uma possível opção para a presidência, em meio a um cenário político tenso. O cantor Latino, anfitrião do evento, também publicou nas redes sociais, chamando a noite de “épica”, e sugerindo que o evento fosse um marco para a política do país.

A Polícia Federal alegou que a operação resultou em movimentação financeira superior a R$ 1,6 bilhão. Entre os alvos da ação estavam os músicos MC Ryan e MC Poze do Rodo, cujas defesas negaram envolvimento com atividades ilícitas. A defesa de Oliveira, por sua vez, argumenta que todas as transações mencionadas eram legítimas, provenientes das operações da GR6 Explode e estavam respaldadas por contratos e documentos fiscais regulares.

A Operação Narco Fluxo envolveu mais de 200 policiais federais e cumpriu 45 mandados de busca e apreensão, além de 39 mandados de prisão temporária. A investigação mirou empresas e indivíduos que estariam envolvidos na movimentação de valores do tráfico de drogas, principalmente por meio de criptoativos.

A defesa de Rodrigo Oliveira, por meio de um comunicado, negou as acusações e garantiu que os valores e transações financeiras discutidos na operação estavam relacionados a atividades empresariais legais. “A GR6 e seu sócio reiteram que não houve a prática de qualquer ato ilícito e seguem à disposição das autoridades competentes, colaborando integralmente com a investigação”, afirmou a nota.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.