
A ministra Simone Tebet, do Planejamento, está sendo cortejada por aliados do presidente Lula e pelo PSB para uma possível candidatura em São Paulo nas eleições de 2026. A conversa com o petista, marcada para o fim de janeiro, visa definir seu futuro político e seu papel nas eleições presidenciais e estaduais.
Tebet, que já se comprometeu a apoiar Lula na disputa presidencial, deve decidir entre continuar no MDB ou aceitar o convite do PSB para se lançar em São Paulo, onde poderia disputar o Senado, a vice-governadora ou até a cabeça de chapa, dependendo das decisões de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin.
A transferência para o PSB é vista como uma possibilidade, caso Tebet decida deixar o MDB. Apesar de já ter descartado, no passado, a ideia de mudar de legenda, ela está ampliando sua interlocução com o partido, com gestos positivos, como uma conversa com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Caio França, presidente do PSB em São Paulo, disse que o partido estaria “muito bem-vindo” a ter Tebet como candidata, especialmente para aumentar sua representação no Senado e na Câmara.

O PSB se apresenta como uma opção viável para Tebet, já que o partido tem ganhado força e precisa de nomes com projeção nacional. No entanto, a decisão final sobre a mudança de partido dependerá de Lula, que está conduzindo pesquisas para avaliar a viabilidade eleitoral de Tebet e outros possíveis candidatos.
Por outro lado, sua saída do MDB não seria simples, pois a relação com o partido é complexa, especialmente com a boa relação pessoal de Tebet com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. Em 2022, Rossi foi fundamental para a candidatura presidencial dela, o que fortaleceu sua imagem no cenário nacional.
O MDB também tem uma forte base no Mato Grosso do Sul, estado de origem de Tebet, e o apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, torna a possibilidade de uma candidatura de Tebet pelo Senado muito difícil.