Temer deixa Rocha Loures às portas da cana e prova ser o que Napoleão chamava “burro com iniciativa”. Por Kiko Nogueira

Rocha Loures, Temer e a zica

A história tem algumas variações. Uma delas é a seguinte:

Um dia Napoleão explicou a um amigo que havia quatro tipos de soldados.

“Os primeiros são os burros sem iniciativa. Esses eu coloco na infantaria. Há também os inteligentes com iniciativa. Esses são meus marechais de campo. O terceiro tipo são os inteligentes sem iniciativa. Esses eu transformo em generais”, disse.

O interlocutor, então, notou que faltava um grupo. “E os ignorantes com iniciativa?”, quis saber.

Napoleão respondeu sem pestanejar: “Esses eu fuzilo”.

Michel Temer não duraria um dia nas mãos do Corso.

Meteu a si próprio e ao país num pântano porque é, além de tudo, um incompetente cheio de autoconfiança.

Sua vocação é operar nas sombras, onde fez carreira roubando para os comparsas do PMDB. Presidir um país e ir para a linha de frente é coisa diferente de anotar pedido de peemedebista ladrão.

O casamento da ignorância com a incompetência ajuda a explicar a recente presepada de substituir o ministro da Transparência pelo da Justiça.

Rebaixado, exposto, desprezado, chamado de “bosta de um caralho” por Aécio, Osmar Serraglio vingou-se.

Reassumiu a cadeira de deputado, deixando Rodrigo Rocha Loures, seu suplente, o homem da mala de 500 mil reais, fiel escudeiro de MT, na chuva, sem foro especial.

Janot aproveitou a deixa e renovou o pedido de prisão. Fachin vai aceitar. Rocha Loures está negociando os termos de delação premiada.

Rocha Loures será fuzilado, mas o padrinho vai junto.

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