
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) alertou para a possibilidade de uma tempestade solar atingir a Terra nesta sexta (6) e no sábado (7) de novembro de 2026. O fenômeno pode provocar alterações no campo magnético do planeta e interferências pontuais em satélites, sistemas de GPS e comunicações por rádio.
O Centro de Previsão do Clima Espacial da agência estima que a tempestade geomagnética alcance o nível G1, classificado como fraco na escala internacional. A maior probabilidade de perturbações está entre a noite de sexta e o início de sábado, pelo horário de Brasília.
O alerta surgiu após novos episódios de atividade no Sol e a identificação de uma corrente de partículas que deve alcançar o ambiente terrestre. Os centros de monitoramento continuarão acompanhando o comportamento do vento solar nos próximos dias.
A NOAA informou em boletim atualizado nesta quinta (5) que há uma pequena chance de a tempestade atingir G2, categoria moderada, durante o sábado. A escala vai de G1, para eventos de menor intensidade, a G5, nível reservado a tempestades extremas.

Satélites e rádio podem ter efeitos pontuais
Os efeitos mais prováveis envolvem operações de satélites de comunicação e navegação, que podem sofrer perturbações temporárias diante das alterações na magnetosfera. Sistemas de posicionamento por GPS também podem registrar redução momentânea de precisão.
Explosões solares associadas à atividade podem interferir em transmissões de rádio, sobretudo em frequências usadas pela aviação e por setores especializados. A previsão atual, porém, não indica interrupções amplas nesses serviços.
Não há expectativa de apagão generalizado de internet, telefonia celular ou energia elétrica se a tempestade permanecer na intensidade prevista. Eventos G1 costumam produzir impactos limitados, embora operadores de equipamentos espaciais e redes técnicas acompanhem os alertas.
Uma pesquisa da Universidade de Nagoya, no Japão, analisou dados de um satélite japonês durante a forte tempestade geomagnética de maio de 2024 e identificou partículas energéticas atravessando uma região que normalmente restringe seu avanço nos cinturões de radiação terrestres.
O estudo, liderado pelo físico espacial Yoshizumi Miyoshi, apontou que tempestades extremas podem alterar de forma significativa essa barreira natural da magnetosfera.