O tenente-coronel preso por esquema de segurança para empresários com elo com o PCC

Atualizado em 30 de agosto de 2026 às 20:06
Tenente-coronel José Henrique Martins Flores
Tenente-coronel José Henrique Martins Flores. Foto: Reprodução

O tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi preso neste sábado (29) sob suspeita de integrar uma organização criminosa que prestava segurança privada a diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Flores era o único dos quatro policiais militares denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que ainda estava solto. Ele se apresentou espontaneamente após a Justiça Militar expedir o mandado de prisão e segue detido no Presídio Militar Romão Gomes.

A denúncia aponta que o grupo usava treinamento e armamento da Polícia Militar para atender executivos da empresa. Entre os agentes recrutados para o serviço estavam policiais que haviam integrado a Rota.

Os promotores acusam Flores de administrar empresas de segurança registradas em nome de parentes, que atuariam como “laranjas”. Ele também teria determinado a emissão de notas fiscais frias para dar aparência legal aos pagamentos recebidos.

Como é o Romão Gomes, presídio para onde vai o tenente-coronel preso
Presídio Militar Romão Gomes. Imagem: reprodução

Denúncia atribui funções a capitão e sargentos da PM

O capitão Alexandre Paulino Vieira teria coordenado as operações, recrutado os policiais e negociado diretamente com diretores da Transwolff. Os sargentos Cezário e Nereu fariam a escolta armada e a vigilância dos executivos.

A acusação também atribui a Nereu Aparecido Alves tarefas na logística financeira do esquema. Durante as investigações, a polícia apreendeu uma mala com R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo na residência do sargento.

O MPSP sustenta que os policiais conheciam as ligações criminosas atribuídas aos empresários e mantiveram os serviços em funcionamento até o início de 2026. A Transwolff é investigada por supostamente lavar recursos do PCC.

A defesa de Nereu nega que ele tenha participado de organização criminosa e afirma que os R$ 1,18 milhão pertenciam ao empresário Ricardo Barnabé, para quem o sargento prestava serviços. Os advogados dizem ter apresentado documentos sobre a origem dos valores e a relação profissional entre os dois.

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