Teoria conspiratória: direita cita ‘plano de assassinato’ para justificar Bolsonaro na embaixada da Hungria

Atualizado em 28 de março de 2024 às 6:53
Jair Bolsonaro na embaixada da Hungria — Foto: Reprodução/NYT

Nos últimos dias, uma teoria conspiratória ganhou força entre os seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais, tentando explicar sua estadia na embaixada da Hungria durante o carnaval, logo após uma operação da Polícia Federal (PF) que o envolveu. A narrativa sugere que o ex-capitão estava buscando proteção de uma possível tentativa de assassinato iminente.

Um extenso texto, intitulado “A verdade sobre a estadia de Bolsonaro na embaixada húngara”, circulou em grupos de WhatsApp, Telegram e perfis bolsonaristas no TikTok, acusando a esquerda de tramar com a Venezuela para atentar contra Bolsonaro, conforme informações da colunista Malu Gaspar, do Globo.

Durante sua estadia na embaixada húngara, o ex-chefe do Executivo foi flagrado em vídeos divulgados pelo The New York Times recebendo travesseiros e até mesmo uma pizza.

Agora, a PF está investigando os motivos dessa visita incomum, com especulações de que Bolsonaro poderia estar buscando asilo político ou proteção contra um possível mandado de prisão.

De acordo com a versão viralizada, o ex-presidente permaneceu na embaixada até que a suposta ameaça fosse neutralizada, saindo somente após o suposto assassino, de nacionalidade venezuelana, deixar o Brasil.

Além disso, alega-se que o vazamento das imagens para a imprensa americana foi uma tentativa do “sistema” de criar um pretexto para prender Bolsonaro.

Os defensores dessa teoria afirmam que os húngaros estão aguardando a resposta do advogado de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar evidências tanto para as autoridades brasileiras quanto para o mundo. No entanto, a defesa de Bolsonaro negou categoricamente qualquer intenção de buscar asilo na embaixada.

Alguns apoiadores sugeriram que Bolsonaro foi alertado sobre a conspiração por um aliado húngaro, mas não pelo atual primeiro-ministro Viktor Orbán, com quem Bolsonaro mantém proximidade, e sim pelo ex-premiê Péter Medgyessy, que possui histórico de esquerda e atuou como agente secreto do regime comunista da Hungria durante a Guerra Fria.

Embora essa versão tenha sido ridicularizada pela esquerda, foi amplamente difundida entre os bolsonaristas, gerando debates e especulações sobre a verdade por trás da estadia do ex-mandatário na embaixada húngara. Caberá à PF esclarecer os fatos.