Terremotos mataram quase toda a cúpula da região mais afetada, diz Delcy Rodríguez

Atualizado em 3 de julho de 2026 às 2:20
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez. Foto: Jesús Vargas/Getty Images

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira (2) que quase todos os chefes de órgãos do governo estadual de La Guaira morreram nos terremotos que devastaram a região na semana passada. A declaração foi dada em entrevista coletiva sobre a resposta oficial à tragédia.

Segundo Delcy, “quase todos os diretores do governo estadual” de La Guaira morreram nos tremores. A afirmação foi divulgada pela CNN, mas, até o momento, o governo venezuelano não apresentou publicamente uma lista nominal das autoridades mortas.

La Guaira é uma das áreas mais atingidas pelos terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 registrados em 24 de junho. O estado costeiro, vizinho de Caracas, concentrou desabamentos, colapso de prédios e parte dos trabalhos de busca e resgate.

O número de mortos na Venezuela chegou a 2.595. Delcy também negou que corpos das vítimas tenham sido enterrados em valas comuns e afirmou que a identificação ocorre por impressões digitais, fotografias e análise odontolegal quando necessário.

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Equipes de resgate se mobilizam em La Guaira em busca de sobreviventes em prédio desmoronado. Foto: Ricardo Arduengo/Reuters

A presidente interina disse ainda que conversou com 72 chefes de Estado e de governo depois dos terremotos e declarou luto nacional. Ela afirmou, porém, que a fase de busca e resgate ainda não foi concluída.

A resposta do governo venezuelano tem sido alvo de críticas de moradores, voluntários e opositores. A militarização de La Guaira foi defendida por Delcy como forma de combater desinformação, mas resgatistas e voluntários afirmam que a presença militar dificultou a circulação de veículos e máquinas na região.

Até a publicação desta nota, não havia confirmação independente sobre quem eram os diretores do governo estadual citados por Delcy. A ausência de nomes mantém em aberto o tamanho do impacto institucional da tragédia em La Guaira, além da dimensão humanitária da devastação.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!