The Strokes encerram festival com protesto citando Allende e denúncia sobre Gaza

Atualizado em 19 de abril de 2026 às 9:05
The Strokes no Coachella. Foto: Reprodução

A banda The Strokes fechou o segundo fim de semana do Coachella, no dia 18 de abril, com um show marcado por forte posicionamento político — incluindo uma denúncia visual impactante contra o genocídio em Gaza.

Durante a apresentação no palco principal, o grupo encerrou o set com a música “Oblivius”, acompanhada por um telão que exibiu uma sequência de imagens de líderes latino-americanos como Salvador Allende, Omar Torrijos, Jacobo Árbenz e Jaime Roldós Aguilera — todos apresentados como figuras derrubadas pela CIA.

Também apareceu a imagem de Martin Luther King Jr., acompanhada da frase: “Governo dos EUA considerado culpado por sua morte em julgamento civil”.

Protesto contra Gaza marca encerramento

O momento mais contundente veio no final: imagens de ataques com mísseis em Gaza foram exibidas no telão, antes da tela escurecer completamente — um gesto simbólico que destacou o protesto da banda contra o genocídio em Gaza e arrancou forte reação do público.

O vocalista Julian Casablancas já havia adotado um tom político na apresentação anterior, em 11 de abril. Na ocasião, criticou a possibilidade de retorno do alistamento militar obrigatório nos EUA: “Vocês estão animados com o draft? Ah, espera, não o draft da NFL… Em seis meses, acho que todo mundo elegível vai ter que se registrar. Estão animados?”

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