“Tirano”: Musk ataca Pedro Sánchez após medidas da Espanha para sanitizar as redes

Atualizado em 3 de fevereiro de 2026 às 18:46
O bilionário golpista Elon Musk e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Foto: Divulgação

O bilionário golpista Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter) e da Tesla, criticou publicamente o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, nesta terça-feira (3). Em publicações na própria plataforma, Musk classificou o líder espanhol como “tirano” e “traidor do povo espanhol”, em reação a um novo pacote de medidas do governo voltado à regulação das redes sociais e à proteção de menores na internet.

A declaração ocorreu após Sánchez divulgar iniciativas legislativas destinadas a aumentar o controle sobre plataformas digitais. Musk respondeu citando uma das mensagens do premiê e acrescentando ofensas, incluindo o apelido “Dirty Sánchez”, acompanhado de um emoji de fezes.

Segundo o governo espanhol, as propostas buscam enfrentar o que considera falhas graves no funcionamento das redes sociais, onde leis seriam desrespeitadas e crimes tolerados. As medidas também preveem restrições de acesso para menores de 16 anos e punições contra práticas como manipulação de algoritmos e amplificação de conteúdos ilegais.

Responsabilização de executivos

Um dos pontos mais controversos do pacote é a possibilidade de responsabilizar legalmente — inclusive na esfera criminal — dirigentes de plataformas que não removerem conteúdos ilegais ou de ódio. A mudança pode atingir diretamente Musk, como proprietário da X.

O embate ocorre em meio ao aumento da pressão regulatória sobre empresas de tecnologia na Europa. Também nesta terça-feira, autoridades francesas realizaram buscas nos escritórios da X em Paris, dentro de uma investigação sobre possível manipulação de algoritmos e suspeitas de interferência estrangeira. Musk foi convidado a prestar esclarecimentos no caso.

A troca de ataques entre o empresário e o primeiro-ministro não é isolada. Nos últimos dias, ambos têm feito críticas públicas nas redes sociais, em um cenário de tensão crescente entre governos europeus e grandes plataformas digitais sobre moderação de conteúdo e responsabilidades legais.