
O Barra, clube de Balneário Camboriú (SC), tem se destacado em 2026 após resultados recentes e investimentos iniciados em 2020. Fundado em 2013, o time conquistou o Campeonato Catarinense, venceu a Série D contra o Santa Cruz, garantiu acesso à Série C e avançou na Copa do Brasil, onde eliminou o América-MG, equipe da Série B.
O projeto ganhou força com aportes do exterior. O clube é uma sociedade limitada controlada pela Braho Administração de Bens, que recebe investimentos da empresa alemã Hobra. Segundo o presidente Bene Sobrinho, trata-se de “um grupo de investidores da Alemanha que tem dado segurança para a gente cumprir nosso planejamento financeiro”. Com informações da Band.
A estrutura inclui um centro de treinamento com capacidade para 120 atletas, quatro campos, academia, centro de ensino e áreas específicas para base e profissional. O estádio, ao lado do CT, comporta cerca de 5 mil pessoas, e o complexo teve custo estimado em R$ 80 milhões. Bene afirmou que o foco está na formação de jogadores e declarou: “O CT foi planejado para formar e desenvolver atletas jovens. E temos tudo que é necessário. Não estou falando com soberba ou arrogância, mas é o que tem de melhor hoje. Você vai em CT da Série A e vê que nós temos tudo igual”.
O investimento tem ligação com o polêmico empresário alemão Dietmar Hopp, um dos fundadores da SAP, que também atuou no desenvolvimento do Hoffenheim, na Alemanha. Ele é considerado um empresário polêmico no futebol alemão por ter impulsionado o clube com forte investimento privado, o que gerou críticas por contrariar a regra “50+1”, que limita o controle de investidores sobre os times.

Ao longo dos anos, Hopp foi alvo de protestos de torcedores, com manifestações em estádios e episódios que chegaram a interromper partidas. A pressão levou a um afastamento parcial de sua atuação direta no Hoffenheim. Fora do futebol, ele mantém atuação filantrópica, com doações voltadas principalmente para saúde e projetos sociais.
Apesar do investimento em infraestrutura, o Barra afirma manter controle nos gastos com elenco. Bene declarou: “Na Série D, dos 32 times que passaram de fase, nós tínhamos um dos menores orçamentos. Muita gente olha de fora e pensa que tem um mega investimento. Mas é só em patrimônio, em coisas sólidas. A gente não vai ficar concorrendo com clubes de um maior patamar financeiro”. O clube mantém o modelo de gestão como empresa limitada e não pretende adotar o formato de SAF. Sobre o futuro, Bene afirmou: “Vamos continuar como Ltda. Tem pequenas diferenças na tributação, mas não atrapalha a gente. A gente não vê vantagem em virar SAF”.