Todos os detalhes sobre o caso de morte de cão “Orelha” em praia de SC

Atualizado em 27 de janeiro de 2026 às 7:42
O cão Orelha. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a autoria das agressões que levaram à morte do cão comunitário “Orelha”, na Praia Brava, em Florianópolis. O animal era cuidado pela comunidade havia cerca de dez anos e foi encontrado ferido após episódios de maus-tratos.

Segundo a polícia, “Orelha” precisou passar por eutanásia após o agravamento do quadro clínico. As investigações tiveram início a partir de denúncias que apontaram a possível participação de adolescentes nas agressões contra o cão.

Na segunda-feira (26), a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados. A ação contou com apoio do Ministério Público de Santa Catarina e teve como objetivo a coleta de provas relacionadas ao caso.

De acordo com o delegado Ulisses Gabriel, “até agora, dois adolescentes foram alvo de busca, e outros dois estão nos Estados Unidos para uma viagem que, segundo consta, era pré-programada […] Há um indicativo de que quatro adolescentes teriam praticado as pressões contra o cão e teriam três adultos que estariam envolvidos na prática de uma coação no curso do processo decorrente da investigação”.

Além desse episódio, a polícia também apura um segundo caso ocorrido na mesma região, envolvendo um cão caramelo. Conforme os relatos, o animal teria sido levado ao mar no colo por um adolescente, mas conseguiu sair da água sem ferimentos graves.

Em nota, a Associação de Moradores da Praia Brava afirmou que “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”. O governador Jorginho Mello informou que determinou investigação imediata após tomar conhecimento do caso.

Confira a íntegra do pronunciamento do governador de SC, Jorginho Mello (PL):

Na sexta-feira, 16 de janeiro, tomei conhecimento do caso do cãozinho comunitário Orelha. Determinei ao delegado geral investigação imediata. A nossa polícia civil fez diligências, colheu provas e solicitou à justiça mandados, alguns dias após início da investigação.

A juíza responsável se declarou impedida e um outro juiz foi nomeado para decidir sobre os nossos pedidos. Nos próximos dias teremos novidades. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago.