Toffoli manda PF enviar dados de celulares ao STF após ser citado no caso Master

Atualizado em 12 de fevereiro de 2026 às 13:01
Ministro Dias Toffoli em sessão plenária no STF. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O ministro Dias Toffoli determinou que a Polícia Federal envie ao Supremo Tribunal Federal (STF) todos os dados de celulares e mídias apreendidos no caso envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada nesta quinta (12), no âmbito da investigação em curso na Corte.

Segundo o Blog da Julia Duailibi no g1, Toffoli ordenou o encaminhamento integral do conteúdo dos aparelhos, incluindo laudos periciais e informações telemáticas, informáticas e telefônicas. A medida abrange todos os dispositivos já periciados pela PF na investigação.

A determinação ocorreu após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório sobre a perícia realizada nos celulares de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Segundo as apurações, o nome de Toffoli aparece em mensagens extraídas dos aparelhos.

Ao remeter o documento ao Supremo, a PF mencionou dispositivo da Lei Orgânica da Magistratura que trata da suspeição, situação em que o magistrado pode deixar o caso por eventual impedimento à imparcialidade. O ponto foi citado no relatório enviado à Corte.

Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Toffoli assumiu a relatoria do caso em dezembro, após pedido da defesa de Vorcaro que levou a investigação da Justiça Federal ao STF. A menção ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) justificou o envio ao Supremo, embora a PF informe que o parlamentar não é alvo.

Depois da divulgação do novo relatório com referências ao seu nome, o gabinete do ministro divulgou nota confirmando que ele é sócio da empresa que vendeu um resort, mas negando amizade ou recebimento de valores de Vorcaro.

O magistrado integra o quadro societário da empresa Maridt, que foi uma das proprietárias do resort Tayayá, e afirmou não ter recebido valores de Vorcaro ou de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.

“Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, diz a nota do ministro.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.