“Tomei banho e aquele cheiro de preto não saía”: o racismo do ditador Figueiredo, pai espiritual de Mário Frias

Mario Frias e Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Twitter apagou o comentário racista de Mario Frias, secretário Especial de Cultura, contra o historiador negro pernambucano Jones Manoel.

Frias fazia dobradinha com o assessor de Bolsonaro, Tércio Arnaud Thomaz, chefe do gabinete do ódio, que reclamava do fato de Jones ter dito que “soltaria fogos” com a eventual morte de Bolsonaro.

Arnaud se referiu a Jones com uma expressão escrota e Frias emendou: “Não sei. Mas se soubesse diria que ele precisa de um bom banho”.

O tuíte racista de Mário Frias

Associar negros a falta de limpeza é um clássico do racismo e está no repertório dos ditadores que Frias adora.

Em 1979, o general Figueiredo declarou que preferia o cheiro do cavalo ao do povo. Após uma visita à Bahia, foi mais longe.

“Eu cheguei e as baianas já vieram me abraçando. Ficou um cheiro insuportável, cheguei no hotel tomei 3, 5, 7 banhos e aquele cheiro de preto não saía”, disse.

Mario Frias tem a quem puxar.

Figueiredo montado em seu melhor amigo