
A eliminação do Brasil para a Noruega abriu uma nova frente de suspeita nas redes sociais envolvendo Vinicius Jr, BetNacional e o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. Em vídeo publicado no Instagram, Igor Alves afirmou que o atacante teria deixado de bater a penalidade por interesse da casa de apostas da qual é garoto-propaganda.
É possível ver o vídeo clicando aqui.
A alegação não tem, até agora, prova pública de manipulação, interferência externa ou ordem da BetNacional para que Vini Jr não cobrasse o pênalti. O ponto levantado pelo torcedor é outro: a existência de uma aposta turbinada para que o jogador marcasse durante o tempo regulamentar da partida contra a Noruega.
Igor diz que, antes do jogo, a BetNacional divulgava uma odd para Vini Jr marcar na partida. A página da casa de apostas também aparecia indexada com o mercado “Brasil x Noruega – Vini Jr. Marca na Partida”, em promoção “Turbinaço”, com cotação elevada de 2.30 para 3.30. Vini Jr é embaixador da BetNacional desde 2022 e teve o contrato renovado até 2027.

No lance que virou alvo de debate, Vini Jr aparece com a bola nas mãos depois da marcação do pênalti. Em seguida, o atacante entrega a cobrança a Bruno Guimarães, que para na defesa do goleiro norueguês. Para o internauta, a mudança teria beneficiado a casa de apostas, já que um gol de Vini Jr obrigaria a empresa a pagar os apostadores que entraram no mercado turbinado.
A explicação oficial da Seleção Brasileira é diferente. Vini Jr afirmou depois da partida que a escolha do batedor foi de Carlo Ancelotti e negou ter fugido da responsabilidade. O técnico italiano disse que a ordem de cobradores havia sido definida com base em estatísticas internas da comissão técnica e que Bruno Guimarães era, entre os jogadores em campo, o melhor nome disponível.
O Luís Felipe Freitas na hora da cobrança do penalti falando que o Bruno Guimarães é um grande cobrador HAHAAHAHAAHA
Meu anjo, se decide. Ou ele é um grande cobrador ou um cobrador merda. No pós jogo tava fazendo a linha indignado por ele ter sido escolhido pra bater o penalti. pic.twitter.com/JDSXK7Tdf1
— Haroldinha Barbie Kill (@HaroldoNaLata) July 6, 2026
O caso, ainda assim, expõe uma zona cinzenta do futebol atual. O jogador era ao mesmo tempo personagem central da partida, garoto-propaganda de uma casa de apostas e alvo de um mercado individual oferecido por essa mesma empresa. A suspeita viralizada no Instagram não comprova fraude, mas mostra como a presença das bets em torno de atletas pode contaminar a leitura pública de decisões esportivas.
A Fifa trata apostas como risco à integridade do futebol e proíbe jogadores, árbitros, dirigentes e intermediários de participarem direta ou indiretamente de apostas ou terem interesse financeiro em atividades ligadas a partidas e competições. A regra amplia o peso da suspeita levantada nas redes, porque Vini Jr era ao mesmo tempo personagem central do jogo, garoto-propaganda da BetNacional e alvo de uma aposta turbinada sobre desempenho individual.
No mesmo Mundial, a Fifa fechou parceria com a ADI PredictStreet, plataforma de mercados de previsão que permite palpites sobre resultados, estatísticas e desempenho de atletas. A empresa virou alvo de investigação na Alemanha pela autoridade de jogos GGL, que apura se a publicidade exibida durante a Copa violou regras locais e se usuários alemães conseguiram acessar o serviço sem licença no país. Após a intervenção do órgão, a plataforma passou a bloquear acessos vindos da Alemanha.