Tostar o Borba Gato, do jeito que aconteceu, foi certo ou foi errado? Por Luis Felipe Miguel

Borba Gato em chamas. Foto: @lucasport01/jornalistaslivres
Não parei para pensar a fundo se tostar o Borba Gato, do jeito que aconteceu, foi certo ou foi errado. Mas não derramei nem vou derramar uma única lágrima pela estátua horrenda de um símbolo da violência das nossas classes dominantes.
Daí não faltou gente para dizer que a ação tinha sido promovida por infiltrados que queriam desviar a atenção da entrega do governo para o Centrão. Curiosamente, o debate sobre esta teoria conspiratória desviou mais a atenção do noticiário de Brasília do que o incêndio em si mesmo.
Os fatos não demoraram a desmentir esta hipótese. Oxalá levem a uma reflexão sobre um tipo de hierarquização de pautas e de exigência de ordem unida no movimento popular cujo tempo já passou, há muito.
Haja ou não crítica à ação, porém, é óbvio que é necessário exigir a liberdade para Galo e Géssica. Não existe nenhuma justificativa razoável para a prisão deles – que promoveram uma manifestação política que, mesmo enquadrada como infração penal, foi de baixíssimo potencial ofensivo.
O objetivo é apenas promover a intimidação do movimento popular.

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