Trama golpista: Exército prende três militares condenados após ordem de Moraes

Atualizado em 10 de abril de 2026 às 10:39
Os militares Angelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida, presos nesta terça-feira. Foto: Reprodução/GloboNews

O Exército prendeu três militares condenados no núcleo 4 na trama golpista nesta sexta-feira (10), após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo reúne sete réus acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional. Dois condenados seguem foragidos no exterior.

Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, no Espírito Santo, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida, em Brasília. Denicoli ficará no 38º Batalhão do Exército, em Vila Velha (ES), enquanto os outros dois cumprem pena em unidade militar na capital federal. A custódia é de responsabilidade do próprio Exército.

O coronel Reginaldo Abreu está nos Estados Unidos e não foi localizado. Outro condenado, Carlos César Moretzsohn Rocha, está no Reino Unido e também não foi preso. Ambos são considerados foragidos.

O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, que estava preso desde 2024, passou a cumprir pena definitiva nesta sexta-feira (10). Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército, também integra a lista de condenados no núcleo 4.

O ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros ao lado de Bolsonaro. Foto: Divulgação

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os réus utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições e autoridades. Militares cumprem pena em instalações militares, enquanto a Polícia Federal é responsável pela prisão dos demais condenados e pelo encaminhamento a presídios civis.

As penas definidas pelo STF variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de multa. O tribunal também determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a inelegibilidade dos réus, a perda de cargo de Bormevet e o envio do caso ao Superior Tribunal Militar para análise sobre a situação dos oficiais, além da continuidade de investigações relacionadas ao caso.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.