
Donald Trump afirmou nesta terça-feira (6) que poderá ser alvo de um processo de impeachment caso os republicanos não obtenham vitória nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. A declaração foi feita durante encontro com parlamentares republicanos em Washington. Segundo ele, os democratas abririam um processo se a oposição ampliar forças no Congresso.
As eleições de meio de mandato serão realizadas em novembro e irão renovar a totalidade da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Também haverá disputas para governos estaduais e outros cargos locais em todo o país. Esse tipo de pleito ocorre entre eleições presidenciais e define a nova composição do Congresso.
Atualmente, os republicanos mantêm maioria apertada na Câmara dos Representantes, com vantagem de três assentos. A correlação de forças após a eleição poderá influenciar a tramitação de projetos do governo e o andamento de eventuais investigações. Trump declarou que um resultado desfavorável poderá abrir caminho para a apresentação de pedidos de impeachment.
Trump: “You gotta win the midterms. Because if we don’t win the midterms, they’ll find a reason to impeach me. I’ll get impeached.” pic.twitter.com/89NvspoP99
— Aaron Rupar (@atrupar) January 6, 2026
A fala ocorre em meio às discussões sobre a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro. A Casa Branca afirma que a ação não constituiu ato de guerra formal. Com isso, sustenta que não seria necessária autorização prévia do Congresso para a iniciativa militar.
O tema envolve a Lei de Poderes de Guerra, de 1973, elaborada após a Guerra do Vietnã. A norma estabelece limites para ações militares unilaterais do Executivo americano e determina prazos e formas de comunicação ao Congresso. Nas últimas décadas, presidentes têm recorrido a resoluções específicas ou interpretações ampliadas dessa legislação para operações no exterior.
No domingo (4), foram registrados protestos em diversas cidades dos Estados Unidos contra a intervenção na Venezuela. Os manifestantes ocuparam vias públicas em atos convocados por organizações civis. Até o momento, o governo americano mantém o posicionamento sobre a legalidade da operação e segue articulando apoio político no Congresso.