
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta (6) que não se importa se o próximo governo do Irã será democrático. Em entrevista à CNN International, ele disse que sua prioridade é que a futura liderança iraniana mantenha boas relações com os Estados Unidos e com Israel.
“Não, estou dizendo que precisa haver um líder que seja justo e correto. Quero que faça um grande trabalho, que trate bem os Estados Unidos e Israel e trate bem os outros países do Oriente Médio — todos eles são nossos parceiros”, afirmou Trump.
A declaração ocorre após o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei, que foi morto em bombardeios em Teerã no dia 28. Desde então, a Assembleia dos Especialistas, composta por 88 aiatolás, iniciou o processo para escolher o sucessor do cargo.
Na quinta (5), Trump afirmou ao site Axios que pretende se envolver diretamente nas discussões sobre o futuro líder iraniano. Ele também descartou a possibilidade de que Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo, seja escolhido para assumir o posto.

Mais cedo, o presidente americano também exigiu a “rendição incondicional” do Irã e afirmou que não pretende negociar para encerrar o conflito. As declarações ocorrem em meio ao aumento da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano.
Ontem, autoridades americanas anunciaram o início de uma nova fase da guerra, com ampliação dos bombardeios e foco em estruturas ligadas ao regime iraniano. O almirante Brad Cooper afirmou que mais de 200 alvos foram destruídos no Irã nas últimas 72 horas.
“O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (…) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ao comentar a nova etapa da ofensiva.