Trump ameaça Cuba: “Faça um acordo antes que seja tarde demais”

Atualizado em 11 de janeiro de 2026 às 12:16
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque//AFP

Em uma postagem nas redes sociais neste domingo (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras declarações sobre a relação entre Cuba e a Venezuela, afirmando que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou dinheiro da Venezuela. Trump destacou que, durante anos, Cuba dependia do petróleo venezuelano em troca de serviços de segurança para os líderes Hugo Chávez e Nicolás Maduro. No entanto, com a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, pelos EUA, a situação mudou drasticamente.

Trump fez uma ameaça direta ao regime cubano, dizendo que a ilha não deveria esperar mais pelo apoio da Venezuela, pois “não há mais petróleo nem dinheiro para Cuba – ZERO”. Ele também ressaltou que agora a Venezuela tem a proteção dos Estados Unidos, considerando as forças armadas norte-americanas as mais poderosas do mundo. Sua postagem indicou que Cuba precisa “fazer um acordo antes que seja tarde demais”, sugerindo que a situação do país se tornaria insustentável sem o suporte venezuelano.

A captura de Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro de 2026, e o subsequente anúncio de sua prisão em Nova York por acusações de narcoterrorismo, reacenderam as declarações de Trump sobre a política externa dos EUA na América Latina. Além de criticar a falta de petróleo, Trump mencionou que Cuba “não tem mais renda”, pois, antes da queda de Maduro, o país dependia dos recursos da Venezuela para sua sobrevivência econômica.

Com a falta do fornecimento de petróleo da Venezuela, Cuba enfrenta uma crise significativa. A ilha caribenha consome cerca de 30% do petróleo que provém da Venezuela, o que a coloca em uma posição vulnerável diante da escassez de combustível. A relação entre os dois países, que se estreitou durante os mandatos de Maduro e Fidel Castro, agora está ameaçada pela falta de apoio externo.

O impacto da captura de Maduro também foi sentido na relação entre Cuba e os Estados Unidos, com a pressão norte-americana aumentando para que o regime cubano mude sua postura. Durante a operação de captura de Maduro, 32 agentes cubanos que faziam a segurança do presidente venezuelano foram mortos, intensificando a relação tensa entre os governos.

Trump continua a pressionar por uma mudança na política de Cuba, e as suas palavras indicam um futuro mais rígido para o regime da ilha. O presidente também aproveitou a situação para atacar as relações econômicas da Venezuela com seus vizinhos, sugerindo que a queda do regime de Maduro pode ser um ponto de virada para toda a região, com Cuba no epicentro dessa mudança.