
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na última quinta-feira (5) destruir o restante do Irã e afirmou que o país não fará “nada” em seu programa nuclear sem a aprovação estadunidense.
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
Jornalistas questionaram o presidente sobre propostas que mediadores apresentaram ao Irã a respeito do futuro do programa nuclear iraniano. Trump respondeu com a ameaça e sustentou que Washington terá poder de decisão sobre os próximos passos de Teerã.
Na quarta-feira (4), Trump havia associado a guerra contra o Irã à derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. O presidente afirmou que a ofensiva militar contribuiu para a chamada “onda azul”, vitória dos democratas.
🚨 BREAKING:
The clock is ticking for Tehran. President Trump just issued a stark warning about the future of Iran, making it clear that absolute devastation is still on the table.
His exact words:
“I would rather not destroy the rest of the country if possible, but maybe I’ll have to. You’ll know soon enough.”“We’ll make a decision: do we want to go further and just certify it by certifying it, meaning where it’ll never happen again? I think it’ll take them 25 years to rebuild the country.”
The takeaway? Tehran’s best move is to accept the terms and capitulate. Now that the midterms are in the rearview mirror, the administration has a clear political runway to bring this conflict to a definitive close—whether through overwhelming force or a signed agreement. He has the leverage to end it now, even if military escalation isn’t his preferred route.
— Commentary Donald J. Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) November 5, 2026
Guerra pesou nas eleições de meio de mandato
O Partido Republicano perdeu a maioria na Câmara e no Senado. Ao ser perguntado se o ataque ao Irã tinha valido a pena, Trump respondeu que não havia escolha e alegou que os Estados Unidos não poderiam permitir que o país desenvolvesse armas nucleares.
“Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir”, declarou o presidente dos Estados Unidos na ocasião.
A guerra, iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, elevou os preços dos combustíveis, das passagens aéreas e da inflação em geral. Fontes do Pentágono estimam que o conflito já custou até US$ 100 bilhões, cerca de R$ 508 bilhões, aos cofres estadunidenses.
Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada antes das eleições apontou o custo de vida como principal tema para 48% dos eleitores. Apenas 25% disseram que a ação militar valeu o custo, enquanto 55% responderam que não e 18% não souberam avaliar; após meses de declarações contraditórias e um cessar-fogo fracassado, a guerra continua em menor intensidade.
BREAKING: Donald Trump admits the Iran war was to blame for the Republicans’ midterm defeat.
He adds that if he had to do it again, he would, as he won’t let “Iran have a nuclear weapon”.
https://t.co/bI6jofJ78a https://t.co/8IZ5Vlj020
— Sky News (@SkyNews) November 4, 2026