
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que a relação entre Washington e a Venezuela é “muito boa” e que planeja fazer uma visita ao país sul-americano.
Ele deu a declaração a repórteres na Casa Branca, destacando os laços com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, em um momento marcado por negociações sobre petróleo e mudanças políticas após a captura do ex‑líder Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro de 2026.
Durante a declaração, Trump ressaltou que os Estados Unidos estão “trabalhando em estreita colaboração” com Rodríguez, particularmente em questões energéticas ligadas ao acesso ao petróleo venezuelano. “Eu diria que a relação que temos agora com a Venezuela é nota 10”, disse o presidente americano, embora não tenha detalhado datas ou logística de sua futura visita.
Questionado sobre o reconhecimento oficial de Delcy Rodríguez como líder venezuelana, Trump respondeu que os EUA já estão lidando com o governo dela e que “eles têm feito um ótimo trabalho até agora”.
A Casa Branca ainda não esclareceu se isso representa uma mudança formal na posição americana sobre a legitimidade do governo interino, que vinha sendo ambígua até então por parte da administração Trump.

Rodríguez, por sua vez, recebeu recentemente convite para visitar os Estados Unidos e disse estar considerando a viagem, embora continue a afirmar que Nicolás Maduro é o “presidente legítimo” da Venezuela, complicando o cenário político bilateral.
Essa posição dela foi mencionada em entrevista à NBC News e reforça a tensão interna sobre quem detém a autoridade legítima no país. A abordagem positiva de Trump ocorre em meio a negociações para expandir acordos petrolíferos entre os dois países.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visitou Caracas e firmou parcerias no setor energético, um movimento descrito como “histórico” ao abrir portas para empresas americanas como Chevron e outras petrolíferas operarem em território venezuelano.
Desde o sequestro de Maduro, o governo americano também tem flexibilizado sanções e emitido licenças que facilitam operações de petróleo e gás venezuelanos no mercado internacional, um passo importante para recuperar a produção de petróleo do país, que vinha em queda há anos.