Trump atende Irã e suspende por 10 dias ataques a instalações de energia do país

Atualizado em 26 de março de 2026 às 18:57
O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) a ampliação da suspensão de ataques a instalações de energia do Irã por mais 10 dias. A medida, que terminaria nesta sexta-feira (27), foi prorrogada até o dia 6 de abril, às 20h, no horário do leste dos EUA.

A decisão foi comunicada por meio de uma publicação na rede Truth Social. “A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do leste dos EUA. As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia de notícias falsas e de outros, estão indo muito bem”, afirmou.

O anúncio ocorreu após o fechamento dos mercados financeiros nesta quinta-feira (26). A suspensão inicial havia sido determinada na segunda-feira (23), quando o governo dos EUA decidiu interromper temporariamente ataques a infraestruturas energéticas iranianas.

Na ocasião, o presidente citou “conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio” como justificativa para a medida. O período inicial de suspensão previa cinco dias, condicionado ao avanço das negociações em andamento.

Reprodução da postagem de Donald Trump em sua rede social, a Truth Social

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, ações militares foram registradas em diferentes frentes na região.

Autoridades americanas afirmam ter atingido alvos militares iranianos, incluindo embarcações, sistemas de defesa aérea e aeronaves. Em resposta, o Irã realizou ataques contra países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos relacionadas aos ataques iranianos.

O conflito também se estendeu ao Líbano, após ações do Hezbollah contra Israel. Após a morte de Ali Khamenei, o Irã escolheu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Trump criticou a decisão e afirmou que a escolha representa um “grande erro”.