
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o Irã de “pessoas más e doentes” nesta quarta-feira (8), em meio a sinais de colapso do acordo preliminar entre Washington e Teerã. A fala elevou a tensão após uma nova série de ataques no Golfo e acusações mútuas de violação do cessar-fogo.
Trump fez as declarações ao abrir a cúpula da Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, na Turquia. Ele acusou o Irã de agir como “jogadores sujos” por atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter lançado ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. O grupo disse que a ação respondeu aos bombardeios americanos contra território iraniano.
Trump também afirmou que os Estados Unidos estão “perdendo tempo” ao conversar com o Irã e indicou preferência por uma resposta militar. “Temos que eliminar esse câncer, esse câncer”, disse. “E sabem o que se faz? É preciso cortar o câncer cedo. É assim que eu vejo isso.”
‼️Trump ataca líderes do Irã: ‘Eles são mentirosos e pessoas más’
💬 “Francamente, não quero perder meu tempo com eles. Eles são doidos”, disse o presidente dos EUA. pic.twitter.com/0ObuiE4KOk
— RT Brasil (@rtnoticias_br) July 8, 2026
Otan apoia reação dos EUA contra o Irã
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, apoiou os ataques mais recentes dos Estados Unidos contra o Irã antes da cúpula da aliança em Ancara. Ele classificou a ação militar como “absolutamente necessária”.
Rutte disse a jornalistas que Washington deveria responder com firmeza caso o cessar-fogo tivesse sido rompido por Teerã. “Quando há um cessar-fogo e o Irã basicamente o está violando, vimos o que aconteceu ontem com os ataques a navios, acho totalmente crucial que os Estados Unidos reajam de forma firme”, afirmou.
O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também preside o Parlamento iraniano, acusou os Estados Unidos de descumprirem o acordo. Em publicação no X, ele citou violações aos “ajustes iranianos no Estreito de Ormuz” e “ameaças persistentes de novos ataques”.
Ghalibaf também atribuiu o rompimento do acordo ao “restabelecimento das sanções ao petróleo, os ataques ao sul do Irã e a continuação da agressão sionista”. A escalada ocorre enquanto os preços do petróleo disparam após novos ataques e sanções americanas contra o Irã.