
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta quarta-feira (18) que país pode deixar seus aliados tomarem conta da segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
A sugestão foi feita em uma mensagem publicada em sua plataforma Truth Social, após o Irã ter fechado a passagem como retaliação aos ataques realizados por Estados Unidos e Israel, um movimento que fez os preços do petróleo dispararem.
O Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico, é uma via crucial para o transporte de energia. Aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente passa por essa região, além de entre 20% a 25% do comércio mundial de gás natural. A maior parte desse comércio se destina a países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul, Índia e China.
Em sua publicação, Trump se mostrou cético quanto à necessidade de os Estados Unidos continuarem envolvidos na segurança do estreito, sugerindo que os países que dependem dessa rota deveriam ser os responsáveis por garantir a livre passagem de embarcações.
“Eu me pergunto o que aconteceria se ‘acabássemos’ com o que resta do Estado terrorista iraniano e deixássemos os países que o utilizam – e não nós – responsáveis pelo chamado ‘Estreito’. Isso despertaria alguns de nossos ‘aliados’ indiferentes”, afirmou o presidente.

Embora Trump sugira que os aliados dos EUA assumam o controle da situação, a interrupção prolongada do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz teria consequências diretas na economia global.
A escassez de petróleo, devido ao bloqueio da principal rota de transporte, poderia gerar um aumento significativo nos preços do petróleo, afetando não só os Estados Unidos, mas também o mercado global de energia.
Apesar dos esforços de Trump para pressionar seus aliados europeus e asiáticos a fornecerem navios caça-minas e outros equipamentos para desbloquear o estreito, esses pedidos foram repetidamente rejeitados.
Enquanto isso, o Irã continua utilizando seu controle sobre o estreito como uma ferramenta de pressão contra os EUA e Israel, especialmente após os ataques que destruíram grande parte de sua Marinha e mataram líderes chave do país.