
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a dizer se usaria força militar para tomar a Groenlândia e voltou a ameaçar países europeus que se opõem ao plano de anexação da ilha. A declaração foi dada em entrevista à emissora NBC News.
Questionado diretamente sobre o uso da força, Trump evitou responder. Ao ser perguntado se recorreria a meios militares para controlar a Groenlândia, limitou-se a dizer: “Sem comentários”. Apesar disso, reiterou sua ameaça de adotar medidas econômicas contra governos contrários à iniciativa.
No sábado (17), o presidente americano anunciou tarifas de 10% sobre produtos de diversos países europeus, justificando a decisão pela oposição à anexação da ilha. Segundo Trump, essas taxas podem subir para 25% a partir de junho, caso a resistência persista.
Durante a entrevista, ele confirmou que seguirá adiante com o plano de taxação. “Eu vou [seguir o plano], 100%”, afirmou, ao ser questionado se manteria a ameaça feita dias antes contra os países europeus envolvidos.

Trump também criticou líderes do continente europeu, afirmando que deveriam priorizar a guerra na Ucrânia. “A Europa deveria se concentrar na guerra com a Rússia e a Ucrânia porque, francamente, vocês veem o que isso lhes trouxe. É nisso que a Europa deveria se concentrar — não na Groenlândia”, declarou à NBC.
No mesmo dia, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reagiu às declarações. Ele afirmou que o território não cederá às pressões. “Não seremos pressionados. Mantemo-nos firmes no diálogo, no respeito e no direito internacional”, escreveu.