Trump diz que cooperação de Delcy o levou a cancelar 2º ataque à Venezuela

Atualizado em 9 de janeiro de 2026 às 9:30
Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (9) que a cooperação do governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, levou ao cancelamento de uma segunda onda de ataques militares ao país.

Segundo o republicano, o gesto da nova administração, que libertou prisioneiros políticos, é “um sinal de paz” e indica avanços na relação entre Washington e Caracas.

“A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como um sinal de que está ‘buscando a paz’. Este é um gesto muito importante e inteligente. Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma escala muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais.

A libertação foi anunciada na quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que pediu que o mundo interpretasse a ação como demonstração de boa vontade do novo governo.

Trump explicou que desistiu da nova ofensiva devido à colaboração da gestão de Delcy Rodríguez: “Em razão dessa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques [à Venezuela] que estava prevista, porque ao que tudo indica ela não será necessária.” Ele disse ainda que os navios militares permanecem posicionados por segurança.

A primeira onda ocorreu no último fim de semana, quando militares dos EUA entraram em Caracas em operação para sequestrar Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O governo venezuelano afirma que 100 pessoas morreram na ação.

Detalhes da libertação e nomes já divulgados

Os presos políticos começaram a ser soltos na quinta-feira. Entre eles estão Rocío San Miguel, ativista venezuelana-espanhola, e o ex-candidato à presidência Enrique Márquez. Segundo Jorge Rodríguez, o gesto inclui “um número significativo de venezuelanos e estrangeiros”.

Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, afirmou que a iniciativa é unilateral e representa um passo do governo interino após o sequestro de Maduro pelos EUA no sábado (3). Delcy assumiu a presidência logo depois do episódio.