Trump diz que Irã vai reabrir Estreito de Ormuz na sexta-feira

Atualizado em 16 de junho de 2026 às 12:27
Os presidentes dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro na cúpula do G7. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça (16) que o Estreito de Ormuz será “totalmente reaberto” a partir de sexta (19), data marcada para a assinatura presencial do acordo entre EUA e Irã que busca encerrar a guerra iniciada há mais de três meses.

Segundo Trump, a reabertura ocorrerá de forma imediata após a cerimônia prevista para Genebra, na Suíça. O estreito, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de petróleo, teve o tráfego parcialmente interrompido pelo Irã durante a guerra.

Até então, não havia confirmação sobre quando a passagem seria normalizada. Trump também afirmou que o acordo garante “claramente que o Irã não terá armas nucleares” e disse esperar uma rápida conclusão das negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.

“O Irã quer resolver isso. Eles precisam retomar os negócios, e o relacionamento agora está normalizado, então acho que vai acontecer bem rápido”, disse Trump a jornalistas durante encontro com Mohamed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, na cúpula do G7, na França.

O presidente americano também afirmou que pretende divulgar o texto do acordo nos próximos dias e submetê-lo ao Congresso dos Estados Unidos. “Eu nunca pensei em enviá-lo, nunca nem pensei nisso, mas vou enviar. Vou enviá-lo ao Congresso. Eu gosto da ideia”.

Apesar do anúncio, o conflito ainda não foi oficialmente encerrado. O entendimento firmado entre as partes prevê inicialmente um cessar-fogo enquanto negociadores discutem temas pendentes, principalmente o futuro do programa nuclear iraniano.

Segundo autoridades iranianas, as negociações deverão durar até 60 dias antes de uma definição definitiva sobre o tema. O governo dos EUA defende o encerramento completo das atividades de enriquecimento de urânio no país, alegando que elas poderiam ser usadas para a produção de armas nucleares.

Teerã rejeita a acusação e afirma que o programa tem finalidade exclusivamente civil. Por enquanto, não há consenso sobre esse ponto, considerado o principal obstáculo para um acordo definitivo.

Embora o texto integral ainda não tenha sido divulgado, autoridades de Teerã afirmam que o memorando de entendimento inclui compromissos como um pacto de não agressão envolvendo os países da região, a reabertura das rotas marítimas comerciais, discussões sobre compensações por danos de guerra e uma retirada gradual de forças militares norte-americanas do Oriente Médio, além do alívio progressivo de sanções econômicas.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.