Trump diz que pode substituir artistas que desistiram de festival e se compara a Elvis

Atualizado em 30 de maio de 2026 às 21:15
Donald Trump durante reunião de gabinete na Casa Branca
Donald Trump durante reunião de gabinete na Casa Branca. Foto: REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (30) que pode assumir o papel de principal atração de uma série de shows organizada para celebrar os 250 anos da independência americana, após uma onda de desistências de artistas anunciados para o evento.

Em publicação na rede Truth Social, Trump ironizou os músicos que cancelaram suas apresentações e sugeriu que poderia substituí-los. O republicano se descreveu como “a atração número um em qualquer lugar do mundo” e afirmou ser “o homem que reúne públicos muito maiores do que Elvis em seu auge”.

“Talvez eu devesse ocupar o lugar desses artistas de terceira categoria, altamente pagos”, escreveu.

Trump também disse ter orientado seus representantes a estudarem a viabilidade de realizar um grande comício com o tema “America Is Back” (“A América Está de Volta”), no qual faria um discurso para mobilizar o país, repetindo o formato de eventos
políticos que marcaram suas campanhas e sua passagem pela Casa Branca.

A declaração ocorreu em meio à crise envolvendo o Freedom 250, organização responsável pelos eventos oficiais das comemorações do aniversário dos Estados Unidos. O principal destaque da programação é a Great American State Fair, uma feira de 16 dias que será realizada em Washington a partir do fim de junho.

Postagem de Trump no Truth Social. Foto: Reprodução

Desde o anúncio da programação musical, pelo menos cinco artistas abandonaram o evento. Muitos alegaram que não sabiam que a iniciativa estava vinculada ao governo Trump quando aceitaram participar.

Entre os desistentes estão o rapper Young MC, a banda de funk e soul Commodores, o cantor Bret Michaels, o grupo Morris Day and the Time e a estrela country Martina McBride.

Bret Michaels afirmou nas redes sociais que o projeto inicialmente lhe foi apresentado como uma celebração nacional unificadora, mas que acabou se transformando em algo “muito mais divisivo” do que havia sido combinado. Martina McBride fez crítica semelhante, dizendo que acreditava ter sido convidada para um evento apartidário.

Nos bastidores da Casa Branca, a organização dos shows passou a ser vista como um problema. Um alto funcionário do governo, ouvido sob condição de anonimato, classificou o lançamento da programação como “uma bagunça” e indicou que alguém poderá ser responsabilizado pela forma como os convites foram conduzidos.

Apesar das desistências, alguns artistas continuam confirmados. O rapper Vanilla Ice declarou que participará do festival e afirmou que não vê o show como um evento político. Em entrevista ao site TMZ, disse que se apresenta para seus fãs independentemente de ideologias e que aceitaria tocar para qualquer público.

Outras atrações ainda avaliam se permanecerão no evento, como o grupo C+C Music Factory. Já o rapper Flo Rida não comentou publicamente sua participação.

Outro episódio curioso envolveu a banda Milli Vanilli, anunciada na programação oficial. Uma das integrantes do grupo, Jodie Rocco, declarou que os músicos sequer haviam sido convidados para se apresentar.

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