Trump envia Melania para a grande farsa desmoralizadora da ONU. Por Moisés Mendes

Atualizado em 2 de março de 2026 às 21:05
Melania Trump em discurso na ONU. Foto: reprodução

Para quem achava estranho Janja querer participar do desfile da Acadêmicos de Niterói por ela e por Lula, e não pelo governo, na Sapucaí. Janja queria se divertir e agradecer a homenagem.

Pois Melania Trump, ela mesma, presidiu hoje a reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, em nome do governo dos Estados Unidos e do marido.

Nunca aconteceu nada parecido antes. Melania presidiu a reunião, como se fosse autoridade dos Estados Unidos, que está na presidência rotativa, porque foi escalada por Trump.

Por que ela? Porque Trump escolhe quem quiser e porque a reunião, em meio a mais uma guerra provocada pelo fascistão, vai tratar do papel da educação para que o mundo tenha mais tolerância e busque a paz em zonas de conflito.

Trump adora e valoriza a ONU. E Melania é reconhecida no mundo todo por seu protagonismo em defesa da educação. É o que diz a Casa Branca. Será um discurso histórico, enquanto os mísseis do marido matam crianças no Irã.

E ainda tem gente achando que há salvação. Essa encenação é uma das mais cínicas de todas as farsas do fascismo já vistas pela ONU, pisoteada e desmoralizada pela direita e pela extrema direita mundial.

(A palavra que Melania mais repetiu no discurso que leu na ONU é esta: crianças.)

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/