Trump envia seu ‘czar da fronteira’ para reforçar ataques a imigrantes em Minnesota

Atualizado em 26 de janeiro de 2026 às 15:33
Tom Homan, o “czar da fronteira” de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviará a Minnesota o seu “czar da fronteira”, Tom Homan, em meio à escalada de protestos contra operações federais de imigração no estado. O anúncio foi feito na manhã de segunda-feira em uma publicação na rede Truth Social, na qual Trump também fez acusações sem apresentar provas sobre as manifestações em Minneapolis.

“Estou enviando Tom Homan para Minnesota hoje à noite. Ele não esteve envolvido nessa área, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é duro, mas justo, e responderá diretamente a mim”, escreveu Trump. Na mesma postagem, o presidente afirmou que estaria em curso uma “grande investigação” sobre uma suposta fraude de mais de US$ 20 bilhões em programas de assistência social no estado, que, segundo ele, seria “ao menos parcialmente responsável” pelos protestos organizados nas ruas.

Trump também voltou seus ataques à deputada democrata Ilhan Omar, sugerindo que o Departamento de Justiça e o Congresso estariam investigando sua trajetória financeira. O presidente alegou que Omar teria saído da Somália “sem nada” e hoje teria patrimônio superior a US$ 44 milhões. A congressista rebateu as acusações, afirmando que não é milionária e que as alegações fazem parte de uma “campanha coordenada de desinformação da direita”.

O envio de Homan ocorre em um contexto de crescente desgaste político da agenda migratória do governo. Pesquisa da Politico, realizada entre 16 e 19 de janeiro com cerca de 2.000 adultos, mostrou que 49% dos americanos consideram a campanha de imigração de Trump “agressiva demais”. O dado inclui cerca de um em cada cinco eleitores que apoiaram Trump em 2024. Entre seus próprios eleitores, mais de um terço afirma concordar com os objetivos das deportações em massa, mas desaprova a forma como a política vem sendo implementada.

O levantamento foi divulgado antes de ganhar ampla repercussão a morte de Alex Pretti, cidadão americano baleado por agentes federais em Minneapolis, episódio que ampliou a pressão sobre a Casa Branca. Mesmo antes do caso, parlamentares republicanos já demonstravam preocupação de que a condução da política de deportações pudesse custar ao partido a maioria na Câmara nas eleições de meio de mandato.

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