“Trump está com demência”, afirma neurocientista renomado

Atualizado em 9 de janeiro de 2026 às 8:17
O presidente dos EUA, Donald Trump. (Imagem: Reprodução)

O psicólogo e neurocientista PhD do Centro para o Bem-Estar Cognitivo e Comportamental da Universidade de Boulder, no Colorado, Frank George, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofre de “Demência Frontotemporal” em estágio inicial.

Segundo o especialista, ele divugou seu “diagnóstico” para conter informações virais que afirmavam que o republicano estaria com Alzheimer. Ele rebateu: “Droga! Não é Alzheimer! Eis por que é um cenário de pesadelo muito maior.”

Em texto publicado no Substack e no LinkedIn, George afirmou que o público merece “fatos, e não conjecturas”, argumentando que “o Alzheimer debilita uma pessoa. Trump não está debilitando, está piorando, e você precisa saber o motivo assustador disso.” Ele explicou que muitos confundem Alzheimer com demência, o que considera “ingenuidade” e “perigoso”.

O especialista diz que os sintomas do presidente são compatíveis com Demência Frontotemporal, caracterizada por mudanças de comportamento, personalidade, linguagem e funções motoras. Para ele, “isso não é um palpite tirado do nada”, mas a conclusão baseada na análise de centenas de profissionais.

O que é a Demência Frontotemporal

George descreveu a condição como um distúrbio causado pela perda progressiva de células nervosas nos lobos frontais e temporais. Essas regiões controlam conduta, discernimento, empatia e capacidade de previsão. Um sintoma-chave, segundo ele, é a confabulação — a criação involuntária de falsas memórias.

O médico cita como exemplos a insistência de Trump de que venceu as eleições de 2020 e a crença de que encerrou oito guerras desde 2025. De acordo com George, Trump confabula com tanta convicção que o discurso pareceria “verdadeiro” até mesmo em um detector de mentiras.

“Narcisismo maligno”

Além do diagnóstico neurológico, George afirma que Trump apresenta “Narcisismo Maligno”, o que o tornaria ainda mais imprevisível. Ele escreve que observar Trump é “testemunhar um narcisista maligno sem as salvaguardas do cérebro — julgamento, contenção, empatia — e com fome de validação, controle e vingança.”

O neurocientista cita o comentarista Robert Bernard Reich ao mencionar o risco de um “dedo descontrolado no botão principal”, referido como o controle da bomba nuclear.

George relembrou também que a psiquiatra forense Bandy Lee publicou, em 2017, “O Caso Perigoso de Donald Trump”, com contribuição de 27 especialistas. Segundo ele, “não se tratava de sensacionalismo”, mas de um alerta profissional reforçado pela organização Duty to Warn, que reúne milhares de profissionais da saúde mental.

Sintomas observáveis e sinais linguísticos

O neurocientista listou sintomas atribuídos à Demência Frontotemporal no comportamento de Trump: andar desajeitado, postura irregular, perda de decoro, impulsividade e ações descuidadas.

Ele afirma que o presidente apresenta sinais de Afasia Progressiva Não Fluente, trocando palavras como “United States” por “United Shersh”, “mísseis” por “mishes” e “Christmas” por “cricious”.

George diz ainda que Trump não mente: ele “preenche lacunas com memórias inventadas nas quais ele acredita”, perde o fio da meada e busca aplausos constantes. Para ele, tudo em sua narrativa é apresentado como “o melhor do mundo”, do exército às operações mencionadas pelo presidente.