Trump infectado é um problema para a direita mundial, mas pode ser uma solução. Por Moisés Mendes

Donald Trump (AFP Photo/Jim WATSON / MANILA BULLETIN)

Trump infectado é um problema para a direita mundial, às vésperas da eleição de novembro, mas pode ser também uma solução.

Há uma hipótese que pode salvar a direita clássica americana, a do conservadorismo sulista que nunca absorveu Trump como um legítimo republicano.

Esse seria o cenário. Trump acaba sendo derrotado pela Covid, mas sem demora. Teria de ser já, para que as soluções fossem encaminhadas. O partido chamaria uma convenção virtual e extraordinária e escolheria outro candidato.

Esse substituto (eles têm pelo menos uns 10 na fila) seria uma espécie de antiTrump, alguém que faria o resgate do perfil
histórico do partido.

Seria um conservador religioso, anticomunista e pró-guerra, mas não declaradamente machista, anticiência, homofóbico, supremacista e xenófobo.

Haveria uma comoção nacional entre a direita e os extremistas de direita, e os republicanos usariam a morte de Trump e a choradeira para chegar com tudo à reta final.

Por isso, a morte de Trump, desejada por muita gente das esquerdas no mundo todo, pode ser ruim para os democratas, com Joe Biden sete a oito pontos à frente nas pesquisas.

Os democratas deveriam torcer para que Trump sobreviva, mas saia da quarentena como um pato manco.

Se não for assim, se os republicanos puderem escolher outro candidato, o conservadorismo será ressuscitado.

A democracia mundial não precisa desse defunto. Trump deve sobreviver.

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