
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a instalação de placas com descrições provocativas e críticas a ex-presidentes na chamada “Calçada da Fama Presidencial”, galeria localizada na Casa Branca que reúne retratos de antigos mandatários do país. Em setembro, o republicano já havia substituído o retrato de seu antecessor, Joe Biden, por uma imagem de uma caneta automática.
Trump e aliados afirmam que Biden teria recorrido excessivamente ao dispositivo para validar decisões durante o mandato. Agora, a placa instalada abaixo da imagem da caneta traz a inscrição de que “sleepy [dorminhoco] Joe Biden foi, de longe, o pior presidente da história americana”.
O texto também afirma que Biden venceu “a eleição mais corrupta de todos os tempos”. Outros ex-presidentes também foram alvo. A placa dedicada a “Barack Hussein Obama”, com ênfase no nome do meio, afirma que ele foi “uma das figuras políticas mais controversas da história americana”.
O texto diz que Obama foi o primeiro presidente negro dos EUA, mas o critica pela aprovação do Affordable Care Act, chamado por Trump de “Lei de Assistência Médica Inacessível”, e pela assinatura do Acordo de Paris.

No caso de Bill Clinton, a descrição destaca que sua esposa, Hillary Clinton, perdeu a eleição presidencial de 2016 para Trump. Já George W. Bush, apesar de republicano, é criticado por ter iniciado as guerras no Afeganistão e no Iraque, classificadas na placa como conflitos “que não deveriam ter acontecido”.
A placa dedicada ao próprio Trump exalta sua vitória na eleição de 2024. O texto afirma que ele superou a “instrumentalização sem precedentes das forças da lei” contra si e menciona duas tentativas de assassinato, além de dizer que seu governo inaugurou a “Era de Ouro da América”.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu a iniciativa. Segundo ela, as placas representam uma “descrição eloquente” do legado de cada presidente. “Muitas foram escritas diretamente pelo próprio presidente”, afirmou em comunicado.