“Mil mísseis prontos”: Trump diz que vai destruir o Irã se houver tentativa de assassiná-lo

Atualizado em 11 de julho de 2026 às 8:25
Donald Trump
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que os militares americanos estão prontos para lançar um ataque em larga escala contra o Irã se o governo iraniano tentar assassiná-lo.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump escreveu que “mil mísseis estão prontos para disparo e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros prontos para serem lançados imediatamente em seguida”.

O presidente americano disse que a resposta ocorreria “caso o governo iraniano cumpra a ameaça, feita em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, eu”.

Trump afirmou ainda que as ordens já foram dadas e que as Forças Armadas dos EUA estão preparadas para “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” por um período de um ano, com possibilidade de prorrogação. Ele encerrou a mensagem com a expressão “Louvado seja Alá”.

Inteligência israelense e histórico de retaliação

A publicação ocorreu dias depois de apoiadores do governo iraniano entoarem palavras de ordem pedindo a morte de Trump durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei.

Na quinta-feira (9), o jornal “The Wall Street Journal” informou que Israel compartilhou com os Estados Unidos novas supostas informações de inteligência que, segundo autoridades israelenses, indicariam um novo plano iraniano para matar Trump.

O Irã promete há anos retaliar Trump pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária iraniana. Soleimani morreu em janeiro de 2020 em um ataque americano ordenado por Trump, então presidente dos Estados Unidos.

Autoridades americanas já anunciaram, em diferentes ocasiões, acusações relacionadas a supostos planos iranianos para assassinar Trump. O Irã nega envolvimento em conspirações desse tipo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os EUA de descumprirem o acordo provisório firmado entre os dois países e afirmou que as ações do governo americano representam uma violação clara dos compromissos assumidos.

Em comunicado, Araghchi criticou Washington por não respeitar os termos do memorando de entendimento, aumentando a tensão entre os dois países em meio às tentativas de retomar as negociações diplomáticas.

Na sexta-feira, Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, divulgou sua primeira mensagem pública desde o funeral de seu pai, Ali Khamenei. No texto, ele prometeu “vingar o sangue inocente” e declarou que “a vingança é a vontade da nossa nação”.

Enquanto isso, o Catar intensificou os esforços diplomáticos para evitar uma nova escalada da crise. Negociadores catarianos estiveram em Teerã tentando recolocar o diálogo nos trilhos, enquanto uma nova rodada de conversas entre representantes iranianos e americanos está prevista para este sábado em Omã.

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