
Donald Trump nunca aceitou bem uma derrota — nem mesmo uma expulsão. Depois de conseguir que a Fifa suspendesse a punição aplicada ao atacante Folarin Balogun, o presidente americano resolveu mirar no árbitro brasileiro Raphael Claus, tratado por ele como “suspeito” em mais um ataque sem qualquer prova.
O sujeito que disse em entrevista que não tem limites, quando perguntado sobre a guerra do Irã, é capaz de qualquer coisa.
Se um juiz atrapalha os interesses americanos, vira alvo. Se uma decisão não agrada, tenta-se revertê-la. Se pudesse, não seria exagero imaginar Trump colocando até o ICE para bater à porta de Raphael Claus.
Na entrevista desta segunda-feira (6), Trump chamou Claus de “suspeito” e insinuou conhecer um histórico comprometedor do árbitro — sem apresentar uma única evidência.
“Esse árbitro, que é um pouco suspeito, se você verificar o histórico dele… Não quero dizer isso porque não gosto de criar polêmicas, mas é muito suspeito”, falou.
Donald Trump admitindo que pediu a FIFA para rever o cartão do Balogun e chamando o Raphael Claus de um árbitro SUSPEITO
tudo isso na CASA BRANCA
eu nunca pensei que ia utilizar essa combinação de palavras pic.twitter.com/kGGM7ebsmn
— DataFut (@DataFutebol) July 6, 2026
Também afirmou que Balogun jamais deveria ter sido expulso e voltou a atacar o uso do VAR em câmera lenta, insistindo que o lance foi apenas uma disputa normal entre dois jogadores.
A Fifa prevê o cartão vermelho para entradas com uso das travas que coloquem em risco a integridade física do adversário. Claus revisou o lance no monitor e aplicou a regra.
Mesmo assim, a chantagem funcionou. Trump admitiu ter conversado com Gianni Infantino para pedir a revisão da punição. Dias depois, a Fifa suspendeu a sanção em caráter probatório, permitindo que Balogun enfrentasse a Bélgica.
Diante das novas declarações de Trump, CBF e Federação Paulista de Futebol reagiram em defesa de Raphael Claus, destacando sua reputação, sua carreira internacional e repudiando qualquer insinuação sobre sua integridade.
Trump transformou uma decisão técnica em disputa política, como costuma fazer sempre que a realidade insiste em contrariar seus interesses.