
O presidente Donald Trump anunciou a saída de Pam Bondi do comando do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Para o lugar, foi nomeado interinamente Todd Blanche, que ocupava o cargo de vice-procurador-geral e agora assume a chefia da pasta.
Em publicação nas redes sociais, Trump descreveu Bondi como uma “grande patriota” e “amiga leal”, afirmando que ela deixará o governo para assumir “um novo cargo muito necessário e importante no setor privado, a ser anunciado em breve”. A ex-procuradora permaneceu 14 meses no cargo.
Todd Blanche, que atuou na defesa de Trump em processos criminais, foi confirmado pelo Senado como vice-procurador-geral em março do ano passado. Segundo informações da Reuters, ele supervisionava procuradores federais e órgãos como o FBI e a DEA.
Em sua primeira manifestação após a nomeação, Blanche adotou tom de continuidade. Ele agradeceu a Trump “pela confiança” e afirmou que pretende seguir apoiando as forças de segurança, aplicando a lei e fazendo “tudo ao nosso alcance para manter a América segura”.
A trajetória do novo chefe interino do Departamento de Justiça inclui atuação em casos centrais envolvendo o presidente. Ele participou de processos relacionados às tentativas de contestar o resultado das eleições de 2020, além de atuar no caso sobre documentos sigilosos levados para Mar-a-Lago.
Blanche também esteve envolvido no processo em Nova York sobre suposta fraude em registros comerciais, ligado a pagamentos realizados antes da eleição de 2016. O caso chegou a julgamento e integra o conjunto de ações que projetaram nacionalmente o advogado.
Antes de ingressar no governo, ele deixou o escritório Cadwalader, Wickersham & Taft para assumir a defesa de Trump. Posteriormente, abriu sua própria banca e também atuou em casos de aliados do presidente, como Paul Manafort e Boris Epshteyn.
Durante sua sabatina no Senado, parlamentares democratas questionaram sua independência para comandar o Departamento de Justiça. Segundo a imprensa americana, Blanche evitou responder se se declararia impedido em casos nos quais atuou como advogado de Trump.
O The New York Times informou que a saída de Bondi já vinha sendo discutida nos bastidores, com críticas à condução de casos como o de Jeffrey Epstein.