
O presidente dos EUA Donald Trump voltou a atacar o apresentador Jimmy Kimmel e exigiu que a emissora ABC o demita “imediatamente”. O motivo foi uma piada feita pelo humorista na semana passada, em que ele sugeriu que a primeira-dama Melania Trump teria um “brilho de viúva em potencial”.
A fala ocorreu durante um monólogo humorístico exibido na quinta-feira e ganhou nova repercussão após o tiroteio registrado no sábado durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
Na ocasião, Trump, a primeira-dama e outros membros do governo foram retirados às pressas do palco, enquanto convidados se jogavam no chão ou se escondiam sob mesas até a situação ser controlada.
Em publicação na rede Truth Social, Trump criticou duramente Kimmel, afirmando que o apresentador “não tem nenhuma graça”, citando a baixa audiência do programa e classificando o conteúdo exibido como “chocante”. Ele também acusou o humorista de usar um vídeo falso que simulava a presença de Melania e de seu filho, Barron Trump, no estúdio.
O presidente associou a piada ao ataque ocorrido no evento, dizendo que um homem armado tentou invadir o salão com uma espingarda, uma pistola e várias facas, sugerindo que havia uma “motivação sinistra evidente”. Para Trump, a fala de Kimmel configuraria uma “repugnante incitação à violência” e ultrapassaria todos os limites aceitáveis.

Mais cedo, Melania também criticou o apresentador e pediu que a emissora “tome uma posição” contra ele. Até o momento, a ABC não se manifestou publicamente.
No quadro exibido na quinta-feira, Kimmel apresentou uma versão “alternativa” do tradicional monólogo do jantar, usando imagens de arquivo que simulavam reações da primeira-dama e de Trump. Em tom sarcástico, afirmou: “Nossa primeira-dama, Melania, está aqui. Olhem para ela, tão bonita. Senhora Trump, você tem um brilho de viúva em potencial”.
Jimmy Kimmel: "Our First Lady is here. Mrs. Trump… you have a glow like an expectant widow." pic.twitter.com/LdloPzMyXr
— Breaking911 (@Breaking911) April 26, 2026
O suspeito do ataque, identificado como Cole Allen, deve comparecer ao tribunal nesta segunda-feira. Segundo relatos, ele deixou escritos classificados como um manifesto, nos quais mencionava planos de atingir autoridades do governo Trump.
Não é a primeira vez que Kimmel enfrenta críticas por comentários políticos. Em setembro, uma piada sobre a reação ao assassinato de Charlie Kirk gerou forte reação de setores conservadores. No dia seguinte, o presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, Brendan Carr, criticou o humorista e fez um alerta a emissoras licenciadas pelo órgão.
Horas depois, a ABC decidiu suspender temporariamente o programa, enquanto grandes grupos afiliados, como Nexstar Media Group e Sinclair Broadcast Group, deixaram de exibi-lo. Após repercussão negativa, Kimmel voltou à programação poucos dias depois.