Trump pode atacar Irã com bomba nuclear, diz Tucker Carlson

Atualizado em 2 de novembro de 2026 às 7:18
O jornalista Tucker Carlson. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode decidir nos próximos dias se autoriza um ataque nuclear contra o Irã, segundo informações divulgadas pelo jornalista estadunidense Tucker Carlson em suas redes. De acordo com seu relato, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estaria pressionando a Casa Branca para realizar a operação, que teria como alvo uma instalação subterrânea iraniana suspeita de abrigar atividades de enriquecimento de urânio.

Carlson afirma que a decisão pode ser tomada até o próximo sábado (7). O jornalista atribui a informação a pessoas que acompanham as discussões dentro do governo americano.

O alvo seria a montanha Pickax, na região central do Irã. Segundo Carlson, a inteligência israelense sustenta que o governo iraniano retomou atividades de enriquecimento nuclear em túneis construídos sob aproximadamente 90 metros de granito.

O jornalista afirma que nenhuma arma convencional disponível no arsenal dos EUA seria capaz de atingir essas instalações. Por isso, segundo sua avaliação, a destruição dos túneis exigiria o emprego de uma arma nuclear.

Carlson também relata que Netanyahu estaria mantendo contatos frequentes com Trump para defender a operação. Uma fonte citada afirma que o primeiro-ministro israelense telefona diariamente ao presidente estadunidense para tratar do assunto.

Netanyahu pressionado por crise política em Israel

Na avaliação de Carlson, a pressão por uma nova ofensiva militar está relacionada à situação política de Netanyahu em Israel. Após os resultados eleitorais da semana passada, o primeiro-ministro enfrentaria dificuldades para reunir os 61 parlamentares necessários à formação de uma maioria no Knesset, o Parlamento israelense.

Netanyahu dependeria de uma intervenção política de Trump para negociar um acordo com outros partidos e permanecer no cargo. Caso contrário, poderia perder o comando do governo e voltar a enfrentar investigações e processos judiciais.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o comandante do Comando Central das Forças Armadas estadunidenses (Centcom), Brad Cooper, estariam entre os integrantes do governo favoráveis à retomada de grandes operações militares contra o Irã.

O secretário de Estado, Marco Rubio, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, também estariam alinhados à posição de Netanyahu, segundo o relato. Carlson acrescenta que o ex-presidente Barack Obama teria manifestado oposição ao acordo de paz em negociação em Doha, no Catar.

Ataque nuclear poderia contaminar o Golfo Pérsico

Governos do Oriente Médio estão preocupados com a possibilidade de uma nova escalada militar. Segundo ele, Netanyahu viajou secretamente a Abu Dhabi em 27 de setembro para tentar obter o apoio dos Emirados Árabes Unidos a uma ofensiva definitiva contra o Irã, mas não conseguiu convencer as autoridades locais.

O jornalista descreve um cenário de deterioração econômica após oito meses de conflito, com impactos sobre os mercados internacionais de petróleo, energia e fertilizantes.

De acordo com seu relato, 11 superpetroleiros teriam sofrido danos graves no Estreito de Ormuz apenas em outubro. Carlson afirma que o mundo dispõe de aproximadamente 850 embarcações desse tipo e alerta para as consequências de uma interrupção prolongada do transporte marítimo de petróleo.

O risco mais grave estaria associado à contaminação radioativa provocada por uma explosão nuclear subterrânea. Um ataque à montanha Pickax poderia espalhar material radioativo pelo Golfo Pérsico e comprometer o abastecimento de água de até 100 milhões de pessoas.

Risco de guerra nuclear mundial

O jornalista também afirma que o uso de uma arma nuclear pelos Estados Unidos contra o Irã poderia estimular outros países a adotar medidas semelhantes.

Autoridades russas teriam comunicado a pelo menos dois governos que um ataque nuclear estadunidense ao Irã abriria precedente para o emprego de armas nucleares contra a Ucrânia.

Há ainda o risco de escalada entre Índia e Paquistão e de uma ofensiva da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul.

O primeiro ataque nuclear poderia desencadear uma sequência de confrontos com consequências globais. Trata-se de uma projeção apresentada pelo jornalista, não de um desfecho confirmado ou inevitável.

Carlson afirma ainda que, desde fevereiro, o governo Trump teria alterado discretamente sua doutrina nuclear para facilitar o primeiro emprego de armas nucleares táticas. O material não apresenta documentos oficiais que comprovem essa mudança.

Vance e Witkoff tentariam evitar ofensiva

Trump ainda não tomou uma decisão e estaria ouvindo integrantes do governo favoráveis a uma solução diplomática — entre eles, o vice-presidente JD Vance e Steve Witkoff, enviado especial e aliado pessoal do presidente. Ambos defenderiam a possibilidade de alcançar um acordo com o Irã.

Existem dificuldades nas negociações com Teerã, especialmente depois da morte do aiatolá Ali Khamenei e de integrantes de sua família, em fevereiro, conforme relata.

Ainda assim, pessoas em contato com autoridades iranianas identificaram disposição para evitar a continuidade da guerra e negociar um entendimento.

Uma decisão dessa natureza colocaria em risco milhões de vidas e poderia alterar definitivamente os limites do uso de armas nucleares em conflitos internacionais.

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