Trump vai conceder perdão a Assange, diz pastor próximo do presidente dos EUA

Julian Assange e Donald Trump

O pastor Mark Burns, televangelista amigo de Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que o presidente dos EUA vai perdoar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

Burns é dono de um estúdio de televisão religiosa na pequena cidade de Easley, na Carolina do Sul. Orador na Convenção Nacional Republicana em Cleveland, ele foi um dos principais apoiadores da campanha de Trump à reeleição.

A decisão do presidente ocorre dois dias após o deputado australiano George Christensen lançar uma petição apelando a Trump para perdoar o jornalista australiano, que enfrenta uma pena de cerca de 175 anos por publicar informações confidenciais.

Em entrevista ao canal Sky News Australia, o parlamentar do Partido Liberal Nacional australiano disse que Assange “tem sido um alvo dos democratas” desde o governo de Barack Obama.

“Hillary Clinton odeia sua coragem, obviamente por ele ter exposto quem era a verdadeira Hillary, e houve uma guerra dos democratas contra Assange”, afirmou Christensen, lembrando que o presidente eleito Joe Biden chamou Assange de “terrorista de alta tecnologia”.

Em setembro, circulou a notícia de que Trump havia proposto perdoar o fundador do WikiLeaks caso ele informasse a fonte do vazamento de emails do Comitê Nacional Democrata antes da eleição presidencial de 2016. O acordo, no entanto, não foi para frente.

Nas redes sociais, Mark Burns afirmou que Trump vai conceder perdão a Assange, porém não especificou as condições para que isso aconteça. “URGENTE: O presidente Trump vai perdoar Julian Assange”, escreveu o pastor no Twitter.

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