
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar Cuba e afirmou que vai realizar uma “tomada amigável” do país. A declaração foi dada pelo republicano a repórteres nesta sexta (27), em frente à Casa Branca.
“Eles não têm dinheiro. Eles não têm nada no momento, mas estão conversando conosco e talvez tenhamos uma tomada de controle amigável de Cuba”, disse o presidente americano. Ele ainda disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, está avaliando a situação.
A declaração de Trump ocorre em um contexto de pressão crescente sobre Cuba, com os EUA tentando tornar o país mais dependente economicamente. A estratégia envolve até mesmo permitir o embarque de combustível de empresas de energia americanas para empresas privadas cubanas, o que aumenta a interdependência entre as duas nações.
“Podemos muito bem acabar tendo uma tomada amistosa de Cuba”, completou. Autoridades do país têm temido que Trump repita o que fez contra Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, que foi sequestrado em meio a uma crise política e econômica.

A tensão se intensificou recentemente após um incidente envolvendo a guarda costeira cubana, que disparou contra uma embarcação que partiu da Flórida com cubanos que vivem nos EUA. O governo cubano alegou que os ocupantes da embarcação estavam tentando organizar uma insurreição, um episódio que reflete a crescente animosidade entre os dois países.
O governo dos EUA, por sua vez, segue aumentando a pressão sobre o regime de Havana, especialmente no que diz respeito às políticas econômicas e sociais de Cuba.
Trump tem tentado fazer com que Cuba seja mais dependente dos Estados Unidos e chegou a dizer que tem planos para permitir embarque de combustível de empresas de energia americanas para companhias cubanas.