
A divergência entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Papa Leão XIV provocou reações dentro do Partido Republicano. O episódio envolve críticas públicas feitas pelo presidente ao líder da Igreja Católica e posicionamentos de aliados e opositores.
As declarações ocorreram após manifestações do pontífice sobre a guerra envolvendo o Irã. Trump respondeu com críticas nas redes sociais, classificando o Papa como “péssimo para a política externa” e “fraco no combate ao crime”.
O tema passou a ser debatido por integrantes da mídia conservadora. O apresentador Sean Hannity afirmou que o Papa estaria “aparentemente mais interessado em disseminar políticas de esquerda do que os ensinamentos de Jesus Cristo”.
Em contraponto, o comentarista Tucker Carlson questionou as críticas ao pontífice e afirmou que a posição do Papa sobre o conflito no Oriente Médio é “bastante convencional”.

Trump também reagiu a críticas dentro do próprio campo conservador e sugeriu classificar integrantes do movimento MAGA em categorias como “bons, ruins e algo intermediário”.
A divergência gerou impacto entre parlamentares republicanos, incluindo aqueles que disputam eleições de meio de mandato. Parte dos integrantes do partido considerou inadequadas as declarações do presidente sobre o Papa.
O ex-deputado Peter T. King afirmou que os comentários foram “muito prejudiciais” politicamente. Já a senadora Susan Collins declarou que as falas foram “ofensivos para milhões de católicos”.
Apesar das críticas, líderes republicanos como Mike Johnson e o vice-presidente JD Vance manifestaram apoio a Trump. O tema segue em debate no cenário político dos Estados Unidos, com repercussão entre eleitores e integrantes do partido.