Tucker Carlson expõe editora da Economist sobre Gaza, o genocídio e o tabu de criticar Israel

Atualizado em 21 de março de 2026 às 17:41
Tucker Carlson e a editora da Economist Zanny Minton Beddoes

Em uma entrevista com Zanny Minton Beddoes, editora-chefe da The Economist, Tucker Carlson deixou nu com a mão no bolso mídia ocidental e a defesa do genocídio em Gaza.

Minton Beddoes, que confessou ter visitado Gaza levada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) — ou seja, assistiu de camarote –, minimizou o sofrimento palestino, chamando a devastação humanda de “desastre para o futuro de Israel”. Ok, mas e os mortos?

Num determinado momento, ela pressionou Carlson a se declarar sionista. “Já estabelecemos que você é, nesses termos restritos, um sionista”, disse ela, de maneira confusa.

“De forma alguma sou um sionista. Não quero que nenhum país seja destruído, e não quero que pessoas morram, especialmente aquelas que não cometeram crimes”, rebateu ele, enfatizando que essa visão é a base da civilização ocidental.

Carlson, ex-garoto propaganda de Donald Trump, com quem rompeu, entre outros motivos, por causa do Irã, tornou-se uma das vozes mais críticas e contundentes ao apoio irrestrito dos EUA a Israel. Defende que as decisões de um país pequeno no Oriente Médio não deveriam ter um peso tão grande sobre outro de 350 milhões de habitantes.

É chamada por isso, evidentemente, de “antissemita”.

Também criticou os defensores de Israel nos Estados Unidos, lembrando que os “maiores doadores de Trump” influenciaram a política dos EUA em relação ao Irã.

No debate com Zanny, Carlson também disparou contra Donald Trump, acusando-o de ter traído o movimento MAGA e seus princípios de “America First”. Não há, infelizmente, na esquerda americana alguém travando essa luta.

Kiko Nogueira
Diretor do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.