
A Uefa criticou nesta segunda-feira (06) a decisão da Fifa de liberar o atacante americano Folarin Balogun para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, apesar da expulsão sofrida na fase anterior.
A entidade europeia classificou a suspensão da punição automática como “inédita, incompreensível e injustificável” e afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao mexer nos efeitos disciplinares do cartão vermelho durante a competição.
“O futebol, como qualquer outro esporte, baseia-se em regras, que são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não estão”, afirmou a Uefa em nota.
Balogun recebeu o cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, depois de uma entrada em Tarik Muharemovic. Pelo Código Disciplinar da Fifa, a expulsão previa suspensão automática por uma partida, sem possibilidade de recurso.
Após esse lance, o jogador americano Folarin Balogun levou um cartão vermelho, impedindo-o de jogar o próximo jogo dos EUA contra a Bélgica. Trump ligou para Infantino, presidente da FIFA, e pediu para retirar o cartão vermelho. Infantino aceitou e Balogun poderá participar do… pic.twitter.com/7DnLLb6edl
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) July 5, 2026
Expulsão, VAR e decisão do Comitê Disciplinar
Dias depois do jogo, o Comitê Disciplinar independente da Fifa suspendeu a punição e permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final da Copa.
A Federação Americana de Futebol argumentou que o protocolo do VAR teria sido usado de forma inadequada. Os advogados da US Soccer sustentaram que o árbitro recebeu influência excessiva de imagens congeladas e em câmera lenta durante a revisão do lance.
Como o regulamento não prevê recurso contra cartões vermelhos, a Fifa adotou uma solução considerada inédita no caso: manteve a expulsão registrada em campo, mas retirou apenas a suspensão automática de uma partida.
A manifestação da Uefa representa a crítica institucional mais dura ao episódio até agora. Dirigentes, federações e especialistas já tratavam a liberação de Balogun como uma das decisões disciplinares mais controversas da história recente das Copas do Mundo.
UEFA statement on the Balogun case: ⬇️https://t.co/9LQDx8waKe
— UEFA (@UEFA) July 6, 2026