“Caso balogun”: Uefa se revolta e acusa Fifa de “cruzar linha vermelha”

Atualizado em 6 de julho de 2026 às 7:59
Folarin Balogun comemora gol pelos Estados Unidos contra a Bósnia na Copa do Mundo
Folarin Balogun comemora gol pelos Estados Unidos contra a Bósnia na Copa do Mundo. Foto: Reprodução

A Uefa criticou nesta segunda-feira (06) a decisão da Fifa de liberar o atacante americano Folarin Balogun para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, apesar da expulsão sofrida na fase anterior.

A entidade europeia classificou a suspensão da punição automática como “inédita, incompreensível e injustificável” e afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao mexer nos efeitos disciplinares do cartão vermelho durante a competição.

“O futebol, como qualquer outro esporte, baseia-se em regras, que são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não estão”, afirmou a Uefa em nota.

Balogun recebeu o cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, depois de uma entrada em Tarik Muharemovic. Pelo Código Disciplinar da Fifa, a expulsão previa suspensão automática por uma partida, sem possibilidade de recurso.

Expulsão, VAR e decisão do Comitê Disciplinar

Dias depois do jogo, o Comitê Disciplinar independente da Fifa suspendeu a punição e permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final da Copa.

A Federação Americana de Futebol argumentou que o protocolo do VAR teria sido usado de forma inadequada. Os advogados da US Soccer sustentaram que o árbitro recebeu influência excessiva de imagens congeladas e em câmera lenta durante a revisão do lance.

Como o regulamento não prevê recurso contra cartões vermelhos, a Fifa adotou uma solução considerada inédita no caso: manteve a expulsão registrada em campo, mas retirou apenas a suspensão automática de uma partida.

A manifestação da Uefa representa a crítica institucional mais dura ao episódio até agora. Dirigentes, federações e especialistas já tratavam a liberação de Balogun como uma das decisões disciplinares mais controversas da história recente das Copas do Mundo.

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