
Ouvi essa história de uma amiga jornalista hoje pela manhã. A tia dela telefona para resolver problemas com cartões de crédito, internet, telefone e conta de luz e se nega a falar com gente.
Se uma pessoa atende, ela diz: me passa o robô.
Porque as pessoas perderam a capacidade de resolver problemas reais e cotidianos pelo telefone.
O robô também não resolve, mas pelo menos é um robô e enrola menos do que os humanos. E é mais afetivo. O robô enrola, mas com sentimentos.

Falar com uma pessoa por telefone para resolver qualquer problema hoje, em qualquer área, é uma tortura.
O Alexandre Ramagem resolve mais rápido seus problemas com o ICE nos Estados Unidos do que a gente aqui no Brasil com a Equatorial e seus cortes de luz.
É claro que Ramagem deve ter falado com um robô e por isso foi atendido logo. Porque sabe apertar os botões certos. Já está em casa.
A humanidade não sabe resolver mais nada. Os robôs precisam tomar uma providência.