
O casal gay de Mato Grosso agredido na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, foi atacado daquela forma e com aquela fúria por ser um casal gay.
Mas passaram a dizer nas redes sociais que Johnny Andrade e Cleiton Zanatta são bolsonaristas. E assim esse mas passou também a atenuar a agressão. Eles são gays mas são do Bolsonaro.
Se eram dois gays bolsonaristas em férias em Pernambuco, ninguém mandou eles se desentenderem com os barraqueiros.
Os dois agredidos passaram a fazer declarações contra o Nordeste, e agora ficamos sabendo que, como desforra, foram acolhidos em Balneário Camboriú.
Ver essa foto no Instagram
O Nordeste da diversidade e da convivência com as diferenças passou a ser apresentado como violento e preconceituoso, e Santa Catarina é vendida como a terra que acolhe casais gays.
É uma confusão danada. Balneário Camboriú é um dos mais fortes redutos do bolsonarismo em todo o Brasil.
E o bolsonarismo é a expressão de todo tipo de preconceito, o que inclui a homofobia, o racismo e a misoginia.
Florianópolis é, por política de governo, implantada pela prefeitura, uma cidade hostil a forasteiros sem dinheiro, sem emprego e sem parentes na cidade.
Esse caso de Porto de Galinhas que vai parar em Balneário Camboriú é uma inversão total de valores e referências.
É como se Trump acolhesse gays agredidos em Salvador, no Rio ou no Recife para vender o marketing da tolerância.
Não vamos ficar inventando coisas. Os agressores dos gays em Porto de Galinhas adotaram uma atitude típica de bolsonaristas, o casal é bolsonarista, Balneário Camboriú é uma bolha bolsonarista e o marketing do respeito à diversidade catarinense é mais uma jogada das farsas bolsonaristas.
Nesses episódios, até as galinhas sabem, fica claro que o bolsonarismo venceu e a esquerda se perdeu.
Ver essa foto no Instagram