Uma cova se abriu na frente de Michel Temer. Por Carlos Fernandes

Temer e sua ministra virtual

O Brasil não resistirá ao caos gerado pelo quinteto Temer, Meirelles, Parente, Maia e Eunício.

A julgar pela capacidade dessa turma em solucionar conflitos, a situação dramática em que se encontra o país só tende a piorar.

A “greve” dos caminhoneiros que descarrilha todo o comboio da atividade produtiva mostrou-se ser o estopim para uma série de eventos que culminarão num resultado desastroso para toda a economia, que já cambaleia empurrada por toda sorte de incertezas.

A disparada nos preços dos combustíveis (e de tudo que dela depende), os engarrafamentos quilométricos nas grandes capitais, o cancelamento de voos nos aeroportos, a escassez de alimentos que já se verifica em vários centros de abastecimento e a paralização dos transportes públicos formam uma receita infalível para o estouro da manada.

Uma vez aberta a porteira, não será a tardia demissão do servil Pedro Parente que amainará os ânimos.

O estrago já é grande demais para que um governo que sofre na penúria de apoio popular possa reverter apenas com atos furtivos e retóricas baratas.

No poço em que nos metemos ao desrespeitarmos as regras democráticas, existem muito mais alçapões para descermos do que cordas para subirmos.

É nesse cenário que o sujeito que foi alçado ao poder pela manipulação das massas observa inerte, confuso, inoperante e desesperado o desenrolar trágico de suas ações.

Michel Temer é um defunto à espera de sua cova.

E ela foi aberta de ofício pela sua própria incompetência e incompreensão ao tratar dos profundos e complexos problemas estruturais de uma nação com arraigada vocação para o proselitismo antidemocrático e antipatriótico.

Resta agora um ato final.

Um empurrão que selará por vez o destino de um homem que já não possui mais serventia a nenhum propósito. Que determinará na história o lugar do mais odiado de todos os presidentes já vistos nessa República.

A terceira denúncia por corrupção contra Temer, a ser apresentada pela PGR, poderia nos servir como esse grande momento. O momento em que uma justiça poética se faria num país que poesia nenhuma já não há.

Ser atirado em sua cova pelas mãos dos mesmos traidores que o ajudaram a trair não só Dilma, mas o projeto de governo vencedor nas urnas, seria um final à altura de sua podridão humana.

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