“Uma das razões da impunidade é a prescrição”, dizia Dallagnol, beneficiado por ela no CNMP

O CNMP em sessão virtual

Barbada.

O CNMP julgou nesta terça-feira, dia 25, pedido de providências contra Deltan Dallagnol relacionado ao PowerPoint picareta em que Lula era apontado como líder de organização criminosa.

Na semana passada, a defesa pediu ao STF para que o caso, que prescreve em 13 de setembro, fosse analisado.

Houve 42 adiamentos. Apenas.

Fachin determinou que o processo fosse mantido na pauta da sessão, mas para quê? A farsa já estava montada.

Hoje os conselheiros reconheceram por 10 a 0 a prescrição, embora oito tenham concluído que, de fato, havia justa causa para a instauração de processo administrativo disciplinar.

Na proclamação do resultado, o conselheiro Rinaldo Reis declarou que o arquivamento ocorria “em razão do reconhecimento da prescrição, embora entendesse ser o caso de julgar procedente o pedido de providências para que fosse determinada a instauração de processo administrativo disciplinar”.

Dallagnol se beneficiou de uma garantia que vivia criticando.

Em 2016, ele foi à Jovem Pan, porta-voz da extrema-direita, dizer que “uma das razões para a impunidade é a prescrição”.

Citando o caso do propinoduto, ele reclamava que “os processos no Brasil não acabavam nunca”.

Ele jurava que queria mudar isso naquelas suas 10 Medidas, que vivia trombeteando entre jornalistas amigos.

Dallagnol é, antes de tudo, um demagogo barato. Nunca se tratou de justiça.

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