Uma semana depois do furo do Intercept, o jornalismo sesteia. Por Moisés Mendes

Atualizado em 20 de maio de 2026 às 22:26
Flávio Bolsonaro sério, de roupa social
O senador Flávio Bolsonaro – Reprodução/CNN Brasil

O furo do Intercept com o vazamento da conversa de Flávio com Vorcaro completa uma semana hoje.

Os jornalões não conseguiram acrescentar nada de relevante ao que foi divulgado, que possa ser visto como resultado de jornalismo investigativo.

Acordei cedo para ver se há novidades, e o que Folha, Globo e Estadão me oferecem de novo é Neymar chorando.

Abre-se o celular ou o computador e o que se vê é o choro de Neymar em sua mansão. Os jornalões viraram uma imensa Caras.

O jornalismo das grandes redações sesteia desde o golpe contra Dilma, que completa 10 anos. É um jornalismo preguiçoso e cansado.

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FARIA LIMA AUSENTE

A Globo vem se dedicando à pauta do PCC, com uma série de reportagens. No jornal
Hoje desta quarta-feira, deu a entender que finalmente chegaria à Faria Lima.

Mas só citou o antro do mercado financeiro de São Paulo, que lava dinheiro para o crime organizado, sem aprofundamentos. Só frases soltas.

Globo, Folha e Estadão têm dificuldade para abordar as relações do PCC com as fintechs e os banqueiros que odeiam Lula e se dedicam a sabotar o governo.

Por que o mercado financeiro paulista, que financia a direita e a extrema direita, é protegido pela Globo e suas parceiras?

Por que falam em drogas, contrabando, transporte, combustíveis, armas e outras áreas de atuação do PCC, mas não falam da dinheirama lavada na Faria Lima?

Publicado originalmente no Blog do Moisés Mendes

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/