União vê irregularidades em adesão de mansão de Willer Tomaz disputada com Richarlison

Atualizado em 5 de novembro de 2026 às 7:35
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) identificou irregularidades na transferência de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. O imóvel está no centro de uma disputa judicial com o atacante Richarlison.

A atual gestão da SPU apontou a rapidez da tramitação e a emissão manual de uma Certidão de Autorização para Transferência (CAT) como pontos que exigem apuração. A secretaria encaminhou o caso à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU).

A empresa que vendeu a propriedade à empresa WT Administração pediu a certidão às 11h33 de 11 de julho de 2022. A SPU atendeu ao pedido uma hora e 40 minutos depois, após a empresa alegar urgência e uma falha no sistema que impediria a emissão eletrônica do documento.

O órgão também questionou a decisão judicial usada para respaldar a autorização da transferência, porque o processo administrativo não reuniu integralmente esse documento. A SPU pediu ainda que o Ibama apure denúncias de crimes ambientais na ilha.

Mansão em disputa entre Richarlison e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Disputa pela mansão envolve Richarlison, Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro

Richarlison afirma que comprou a mansão por R$ 10 milhões em 2020, de antigos ocupantes que viviam na ilha havia décadas. O jogador diz que procurou a SPU depois da compra para regularizar a ocupação da propriedade.

A empresa Sport 70, do atacante, protocolou o pedido de regularização em 20 de setembro de 2021. A atual gestão da secretaria informou que esse procedimento não chegou ao fim.

Willer Tomaz entrou na disputa durante esse período e sustenta que os antigos moradores não eram proprietários do imóvel. O advogado afirma que adquiriu a mansão de uma empresa que já detinha o registro da propriedade, e a autorização para a transferência à WT Administração saiu em julho de 2022.

O atacante acusa Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de agirem para retirar seus direitos sobre o imóvel após ele recusar uma proposta de venda ao parlamentar. Procurado, Willer Tomaz disse que não se manifestaria, enquanto Flávio Bolsonaro não respondeu aos contatos.

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