
O governo federal decretou luto oficial de três dias pela morte de Oscar Schmidt nesta sexta-feira (17). A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que está no exercício da Presidência porque Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em viagem ao exterior.
O decreto estabelece luto oficial “em todo o País” em sinal de pesar pela morte de Oscar Daniel Bezerra Schmidt, ex-jogador de basquete que morreu aos 68 anos. A decisão do governo foi publicada horas depois da confirmação da morte do ex-atleta, ocorrida em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
Antes da publicação do decreto, Lula já havia se manifestado nas redes sociais sobre a morte de Oscar. Na postagem, o presidente afirmou que o “Mão Santa” foi “o maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas da modalidade”, além de destacar a trajetória do ex-jogador pela Seleção Brasileira.
Oscar Schmidt, o "Mão Santa", foi o maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas da modalidade. Exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção.
Ao longo de décadas, uniu o país em torno das quadras, com arremessos inesquecíveis e…
— Lula (@LulaOficial) April 17, 2026
Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17) depois de passar mal em casa. Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana já em parada cardiorrespiratória e chegou à unidade sem vida. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e encerrou a carreira como o maior pontuador da história do basquete olímpico, com 1.093 pontos. Ele também integrou o Hall da Fama da Fiba e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado oficialmente na liga norte-americana.
Abaixo, a íntegra da manifestação do presidente Lula:
“Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, foi o maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas da modalidade.
Exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção. Ao longo de décadas, uniu o país em torno das quadras, com arremessos inesquecíveis e liderança indiscutível.
Disputou cinco Olimpíadas e se tornou o maior pontuador da história dos Jogos. Pela seleção, o momento mais simbólico ocorreu na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando conduziu o Brasil na vitória por 120 x 115 sobre os Estados Unidos, a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história da competição. Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978, disputado nas Filipinas.
Sua dedicação elevou o nome do pais e fez dele inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte.
Neste momento de pesar, deixo minha solidariedade à família, aos amigos e à legião de fãs que ele conquistou no esporte.”